Já diz o ditado: Quem procura, acha!

O que você perdeu hoje? Quando perdemos algo, logo vem a preocupação: “Meu Deus, onde foi que deixei?”  Talvez, eu

O que você perdeu hoje? Quando perdemos algo, logo vem a preocupação: “Meu Deus, onde foi que deixei?”

 Talvez, eu seja uma das campeãs nesse quesito! Todos os dias perco alguma coisinha! Ou a chave da casa, ou a chave  do carro, ou o cartão bancário, ou o celular, ou os fones de ouvidos, ou o óculos que, na maioria das vezes, está na ponta do nariz.  Sem falar da caneta que uso para prender o cabelo e, costumeiramente, depois saio a sua procura repetindo baixinho: “Mas onde é que foi parar? Estava aqui, na minha mão, agora mesmo!”.

Quando o assunto é perda, desaparecimento, o que falar das meias? Essas somem sem mais nem menos e, pior, nunca somem aos pares! Sempre, sempre some uma só! Parece que um dos pés se cansa de ser parzinho e resolve fugir para o fundo de uma gaveta, para ter um momento de paz só seu! Vai saber!

E nesses tempos de máscaras, que infortúnio! Todo mês adquirimos pelo menos uma, mas elas nunca estão nos saquinhos plásticos higienizadas como deveriam, ou naquela caixinha própria que adquirimos no início da pandemia e etiquetamos com todo afeto para guardá-las depois de lavadas e passadas com ferro quentíssimo, a fim de exterminar todo e qualquer vestígio de vírus, ou outro ser invisível capaz de nos tirar a paz! Onde elas estão? Provavelmente em um bolso de casaco, ainda esquecidas do inverno que acabara há tempo. Dentro do carro deve ter, no mínimo, umas três! Ou ainda na bolsa, em um daqueles bocós que tem um sumidouro!

Há aqueles que, como eu, sempre pedem ajuda aos seus protetores espirituais para reencontrar aquele documento tão importante, como o título de eleitor guardado e esquecido por até dois anos! Santo Antônio e São Longuinho, em tempos de eleição, trabalham muito mais, até que, os cabos eleitorais, pode ter certeza!

Existem perdas mais desgastantes a ponto de colocar a vida em risco. Deus nos livre de perder aquela jóia que foi da bisavó que nasceu em 1915 e passou por duas guerras mundiais. Ou pior, perder a aliança na aula de hidroginástica, ou na partida de futebol. Perda de aliança gera comoção coletiva, a ponto de todos mergulharem no fundo da piscina na busca do brilhante objeto; ou a partida de futebol ser interrompida, para que o cônjuge desesperado não tenha que chegar em casa e dar mil e uma explicações, todas sem êxito algum!

Mas perder não é tão ruim assim! Como não? Explico: a agonia da perda, nos estimula a procurar, acende, em nós, uma luzinha da importância das coisas  que consideramos mais desimportantes do nosso dia a dia! A expectativa causada para reencontrar algo que perdemos deixa-nos atormentados, mas também, esperançosos! Sem falar da alegria do reencontro!

Reencontrar é a vida nos dizendo: “Toma, tá aí de novo! Vê se cuida agora!” Ou: “ Presta mais atenção! O que você vai fazer agora que reencontrou?” A vida é um círculo vicioso em que perder e reencontrar  apresentam-se como duas faces da mesma moeda!

Talvez as nossas perdas sejam propositais, a fim de sentirmos a emoção do reencontro! Quanta alegria há em colocar a mão no bolso e sentirmos a sensação de tocar em um papelzinho enrolado, quando puxamos, olhamos e vemos um nota de cinquenta reais, que estava guardada para pagar uma conta, mas que na pressa fora esquecida. Depois de meses dada como perdida, no momento em que já estamos desapegados da ideia de acharmos, reencontramo-a! Passamos o restante do dia com o coração entusiasmado e a mente maquinando em que gastaremos tamanha fortuna! Estar na expectativa de reencontrar gera em nosso íntimo uma mistura de angústia e fé, pois toda a ausência é um prenúncio da presença e toda presença, um prenúncio da ausência!

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