Talvez nunca tenha existido uma geração tão assustada com o envelhecimento e com a morte como a nossa. As pessoas têm medo das rugas, do cabelo branco, do corpo mudando, da idade chegando. Vivemos numa sociedade que idolatra juventude, aparência e produtividade, como se envelhecer fosse um fracasso, quando, na verdade, envelhecer sempre foi um privilégio que muitos nem conseguem alcançar. Muita gente também passou a viver em estado constante de ansiedade depois da pandemia, qualquer dor no peito, qualquer notícia na internet e já imaginam o pior. Outros carregam medos sobre vacinas, doenças, sequelas e tudo aquilo que o mundo viveu nos últimos anos. O problema é que, pouco a pouco, o medo começa a ocupar o lugar da própria vida.
O peso psicológico de viver esperando uma tragédia
Existe uma diferença entre cuidar da saúde e viver aprisionado pelo medo. Quando a pessoa passa a acordar pensando que pode morrer a qualquer momento, ela deixa de viver plenamente. O pensamento fica pesado, a ansiedade cresce e a mente começa a enxergar perigo em tudo. E talvez o mais triste seja isso: muitas pessoas estão sobrevivendo, mas não vivendo. Passam mais tempo preocupadas com a possibilidade da morte do que aproveitando o tempo que ainda têm. A internet aumentou ainda mais esse ciclo de medo, porque notícias assustadoras circulam mais rápido do que equilíbrio e reflexão.
O que realmente deveria nos preocupar
A verdade é que ninguém controla completamente o tempo que terá aqui. Nunca controlou. A vida sempre foi frágil — muito antes de pandemia, vacina ou qualquer outra discussão moderna. O ser humano apenas se iludiu, por um tempo, acreditando que tinha controle absoluto sobre tudo. Mas talvez o mais assustador não seja morrer cedo, talvez seja chegar ao fim da vida e perceber que passou anos inteiros apenas com medo. Porque quem vive todos os dias esperando a morte, muitas vezes acaba esquecendo de viver.
A minha caneta anotou
O sucesso absoluto da 28ª edição do Canta Candói, a organização e o evento estavam impecáveis. Parabéns ao prefeito Dino e toda a equipe da comissão organizadora encabeçada pela Lu Gonçalves, Vitor Patrick, Vladi e Maurício. Muito obrigado pela extrema atenção com nós jurados e que venha a 29ª edição. Os valores locais demostraram uma grande evolução se comparados ao festival do ano passado e isso se consegue somente com um bom trabalho de base na área da cultura nas escolas e colégios. Parabéns.



