Observatório

Quando o ser humano perde o carinho pela sua herança cultural também perde o seu senso crítico das coisas que

Quando o ser humano perde o carinho pela sua herança cultural também perde o seu senso crítico das coisas que lhe pertencem. Imaginem o adolescente que subestima o pai que se complica no computador e pede ajuda para o filho, que pela sua vez o reprende dizendo: você sabe muitas coisas do passado, mas não sabe nada das coisas do presente. O pai fica furioso, do outro lado, o adolescente conhece todo o presente e não sabe quase nada do passado. Os fatos interessantes que aconteceram nas nossas vidas fazem parte do passado para outras pessoas, porém significa o presente para quem experimentou ditos acontecimentos. Toda vez que abordo com os meus alunos um assunto que aconteceu há vinte anos, eles me encaram com os olhos arregalados, como se estivesse relatando um acontecimento pré-histórico. Alguns esboçam até sorrisinhos sarcásticos insinuando que o tema não lhes interessa. Tocar músicas de antigamente nas aulas recreativas, nem pensar, pois agora entrou em voga o sertanejo universitário  a coqueluche do momento que virou febre nas baladas.

CONFLITO DE GERAÇÕES

Percebe-se nitidamente que o espaço entre nós e a geração atual não se resume somente a um fato que envolve gerações, pois os jovens do mundo atual já cresceram envolvidos pela tecnologia da informática, que implantou obrigatoriamente modernos aparelhos digitais. Com o advento dessas novidades fáceis para muitos e torturadores para outros, o compasso do mundo ficou frenético, pois o ambiente dos adolescentes saiu das salas de TV com direito a pipoca e guaraná e entrou no mundo oculto das redes sociais como Facebook e WhatsApp, modernos espaços onde a maioria dos pais não são bem-vindos porque os jovens exigem privacidade. Essas estranhas conversas muitas vezes acabam em brigas, namoros proibidos, pedofilia, desaparecimentos e até mortes.

TEMPOS QUE NÃO VOLTAM

Quando uma forma de vida muda, geralmente nunca mais volta e ninguém há de experimentá-la novamente. Por esses e outros motivos, percebi que muitos alunos gostam somente de fatos que envolvem atualidade, pois o tempo que para mim significa agora, para eles já corresponde à Idade Média, a história nunca envelhece assim como a alma. Como historiador aprendi que sem documentos não há história, o problema é que os alunos nunca poderão vivenciar o que eu passei, por isso sinto a necessidade de repassá-lo, pois, se isso não acontecer, todos os fatos acontecidos seriam jogados no esquecimento. Contar o que já passou é uma forma de preservar os nossos costumes e as nossas culturas ajudando a manter as nossas identidades. Através das reminiscências do pensamento, podemos trazer à tona importantes fatos do passado recolocando-os no tempo e no espaço marcando uma nova era e ao mesmo tempo invocamos a memória dos nossos ancestrais que nos ensinaram coisas tão lindas.

A MINHA CANETA ANOTOU

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