Zuckerberg perdeu quase US$ 7 bilhões após WhatsApp, Facebook e Instagram saírem do ar globalmente

A queda histórica começou por volta das 12h30 e os serviços só voltaram a funcionar após seis horas

A tarde da última segunda-feira (4) foi uma das mais estranhas e diferentes dos útimos tempos, para todos aqueles que vivem conectados às redes sociais. WhatsApp, Facebook, Instagram e Messenger pararam de funcionar tanto na versão web (para computadores) quanto nos aplicativos para celular. Os relatos sobre a queda dos serviços começaram por volta de 12h30 (horário de Brasília) entre os usuários. Os problemas não se restringiram ao Brasil, os serviços dos Apps ficaram indisponíveis no mundo todo.

Depois de seis horas fora do ar, por volta das 18h40, o Facebook, Instagram e Messenger voltaram a funcionar, já o WhatsApp demorou uma hora a mais para ter os serviços normalizados. Pouco antes das 20 horas, os usuários já conseguiam mandar mensagens pelo aplicativo.

O que aconteceu?

Nenhum dos aplicativos explicou qual o problema, e o motivo da interrupção não foi imediatamente esclarecido. Diversos especialistas em segurança apontaram rapidamente para um problema de Sistema de Nomes de Domínio, conhecido pela sigla em inglês DNS, como um possível culpado.

Por volta das 13 horas no horário do leste dos EUA, a ThousandEyes, divisão de análise de Internet da Cisco, disse no Twitter que seus testes indicam que a interrupção se deve a uma falha contínua de DNS. O DNS traduz nomes de sites em endereços IP que podem ser lidos por um computador. Chamada de “lista telefônica da Internet”.

Segundo o site DownDetector, que monitora sites e apps que não estão funcionando, 38% dos problemas mais notificados no WhatsApp tinham relação com o envio de mensagens, bem como no Messenger, enquanto os feeds do Instagram e do Facebook não carregavam.

Fabro Steibel, conselheiro da MIT Sloan Review Brasil e diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) explica que o Facebook tem um plano de resiliência, ou seja, de absorver eventuais problemas técnicos para uma retomada imediata do sistema. “Mas um problema de infraestrutura pode ter causado esse longo período fora do ar. Isso só pode ser cravado após análise técnica.” Fabro também não descarta possíveis ataques hackers.

Arthur Igreja, especialista em inovação, cibersegurança e tecnologia, também destaca que os motivos levantados até agora não passam de especulação, que só pode ser afirmada qualquer hipótese após análise técnica. “Mas é o provável seja a questão de infraestrutura na internet mesmo”.

Segundo Arthur, esta pode ser considerada uma queda histórica, já que em outras falhas das redes, o tempo médio foi de uma a duas horas de duração.

Perda de US$ 7 bi

O fundador do Facebook Mark Zuckerberg perdeu US$ 6,9 bilhões em poucas horas, após WhatsApp, Facebook e Instagram saírem do ar globalmente. A queda fez com que ele caísse uma posição no ranking de bilionários da Bloomberg, índice que classifica as 500 pessoas mais ricas do mundo diariamente. Ele foi ultrapassado pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, e agora ocupa a quinta posição da lista. O valor da fortuna de Zuckerberg caiu para US$ 121,6 bilhões, enquanto Bill Gates tem US$ 124 bilhões, no índice de bilionários da Bloomberg. Desde 13 de setembro, segundo a agência, o CEO do Facebook perdeu cerca de US$ 19 bilhões em riqueza. Naquela data, a fortuna era avaliada em US$ em US$ 140 bilhões, de acordo com o índice.

Denúncias

A instabilidade veio no dia seguinte ao programa “60 Minutes”, famoso nos Estados Unidos, transmitir uma entrevista com a es-funcionária e denunciante do Facebook, Frances Haugen, que afirmou que a empresa está ciente de como suas plataformas são usadas para espalhar ódio, violência e desinformação, e que a empresa tentou esconder essa evidência. O Facebook rejeitou essas afirmações.

Frances Haugen, é especialista em dados e disse que trabalhou para empresas como Google e Pinterest, mas garantiu que o Facebook é “substancialmente pior” do que tudo o que já viu antes.

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