Atletas que constroem vitórias além do pódio, dentro e fora das quadras

Histórias de Jefferson Rodrigues e Márcia Malanchem mostram caminhos construídos longe dos holofotes

O esporte costuma revelar seus personagens longe dos holofotes, em rotinas marcadas por treinos duros, pouco recurso e persistência. Às vésperas do ‘Dia do Atleta Profissional’, celebrado hoje (10), as trajetórias do professor de artes marciais Jefferson Rodrigues, de Laranjeiras do Sul, e da atleta de futsal e gestora pública, Márcia Malanchem, de Guaraniaçu, ajudam a ilustrar esse caminho.

Formação, sacrifício e ensino
Criado em uma família simples, Jefferson começou a trabalhar cedo e assumiu responsabilidades ainda na infância. O ingresso nas artes marciais veio como desafio pessoal e projeto de vida. “O primeiro passo é o mais difícil. É preciso decisão para enfrentar as dificuldades e seguir aprendendo”, afirma. Com 23 anos de Jiu-Jitsu, 11 de judô e 10 de Kickboxing, onde ele se tornou faixa preta em Kickboxing e hoje atende cerca de 200 alunos. Para o professor, a maior conquista está fora do pódio. “Minhas maiores vitórias são minha família e ver meus alunos alcançando resultados e melhorando de vida”, diz. Entre os valores que Jefferson faz questão de transmitir aos alunos fora do tatame, o professor é pontual: “Hierarquia, disciplina, honestidade, compromisso, amizade, família, e muito treino forte. E para os que sonham em seguir carreira nas artes marciais, não demore para iniciar, seja determinado, busque um bom profissional, seja fiel, seja esforçado, e não desista na primeira dificuldade que vai dar certo”.

Das quadras à gestão pública
No futsal, Márcia construiu a carreira desde os jogos escolares até o alto rendimento. Chamada para jogar no Cascavel Futsal 2000, de lá em diante foi campeã paranaense e jogou por várias cidades como São Paulo e Londrina, e em outros estados. Márcia destaca os obstáculos enfrentados pelas mulheres na modalidade. “O futsal feminino era desvalorizado e faltava apoio para competir”, relembra. A experiência como atleta hoje orienta seu trabalho à frente da secretaria de Esportes de Guaraniaçu. “O esporte ensina disciplina, respeito e superação, valores que levo para a gestão pública”, afirma.Para ambos, a data reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação. “Representa esforço e dedicação, mas também aprendizado para a vida”, resume Márcia. “Agradeço a algumas pessoas que muito me ajudaram na vida como atleta: professora Eliane Mariza Grzybowski Ripplinger, Professor José Carlos de Andrade, Katiucia Meneguzzi, Norma Engels, Técnico Cafu e todas as companheiras que passaram pela minha trajetória”, conclui.