Gessica dos Anjos relata sua trajetória e os benefícios da massoterapia

Em entrevista ao ‘PodCor’, profissional relata trajetória de superação e explica como técnicas terapêuticas ajudam a aliviar dores físicas e emocionais

A massoterapeuta Gessica Dos Anjos construiu sua carreira a partir de uma mudança de vida e de um processo de reinvenção profissional. Em entrevista ao PodCor, do Correio do Povo do Paraná, ela conta os caminhos que a trouxeram até aqui e explica como funciona a mastoterapia. Natural de Guarapuava, ela atua há cerca de seis anos em Laranjeiras com técnicas voltadas ao bem-estar físico e emocional.
Segundo ela, o caminho até a massoterapia não foi planejado. “A massoterapia surgiu na minha vida de forma inesperada”, afirma. Antes disso, sua trajetória profissional era voltada à área administrativa. “Meu sonho de infância era trabalhar com dinheiro e telefone. Eu realizei isso quando me tornei auxiliar administrativa em uma empresa em Guarapuava”.
A mudança para Laranjeiras marcou o início de uma nova fase. “Cheguei aqui sem conhecer ninguém, com dois filhos pequenos e meu marido. Precisei me reinventar”, conta. No começo, passou a trabalhar com serviços estéticos. “Comecei com sobrancelha, depilação e unhas. Depois surgiu a ideia de aprender massagem”.

Mudanças ao longo da trajetória
O primeiro contato com a área ocorreu após a sugestão de uma conhecida. “Uma pessoa me disse que eu precisava buscar algo novo e sugeriu fazer massagem”, lembra. Gessica decidiu fazer um curso de massagem modeladora e, com o tempo, ampliou a formação.Durante a pandemia, ela concluiu formação técnica na área. “Aproveitei aquele período para fazer o técnico em massoterapia, que envolve técnicas de relaxamento, bem-estar e também o trabalho emocional”.A massoterapia é um conjunto de técnicas manuais aplicadas no corpo com o objetivo de aliviar dores, reduzir tensões musculares e promover equilíbrio físico e emocional. Durante o atendimento, a profissional utiliza diferentes manobras de massagem e pode associar métodos como ventosaterapia e acupuntura, que estimulam pontos específicos do corpo e ajudam a melhorar a circulação e o relaxamento muscular. Segundo Gessica, o trabalho vai além da massagem tradicional. “A massoterapia é um conjunto de técnicas. Não é apenas amassar o corpo. Trabalhamos o físico e o emocional juntos para promover equilíbrio e bem-estar”, explica.

Origem das dores e rotina de atendimento
De acordo com Gessica, a maioria das pessoas procura atendimento quando a dor já está intensa. “Normalmente o corpo chega ao limite. As pessoas esperam a dor ficar extrema para buscar ajuda.”Entre as queixas mais comuns estão dores na região do pescoço e dos ombros. “A principal reclamação é dor no trapézio e no pescoço. É aquela sensação de carregar uma mochila de pedras”, relata. Em muitos casos, segundo ela, o problema está ligado a fatores emocionais. “Cerca de 90% das dores têm origem emocional. Apenas uns 10% vêm de acidentes ou esportes”.O atendimento começa com uma conversa para compreender o contexto do paciente. “Eu começo conversando com a pessoa. Algumas chegam desabafando. Outras são mais fechadas e a gente vai descobrindo aos poucos”. Durante a sessão, a escuta faz parte do processo terapêutico. “Coloco música ambiente e seguimos conversando. Muitas vezes entendemos que a causa está no trabalho, na família ou em outras situações da vida”.

Técnicas e perspectivas
Entre as técnicas utilizadas pela profissional estão a ventosaterapia e a acupuntura. “A ventosa é uma técnica milenar da medicina chinesa que usa sucção para liberar energias estagnadas nos músculos”, explica. “Já a acupuntura utiliza agulhas para estimular pontos específicos do corpo e promover analgesia natural”.Gessica afirma que o trabalho envolve troca constante com os pacientes. “Eu amo o que faço. Todos os dias conheço histórias novas e isso me faz valorizar ainda mais a vida”.Segundo ela, ainda existe certo preconceito em relação à prática. “Hoje é mais aceito, mas ainda tem gente que acha que massagem é luxo ou regalia. Na verdade, é uma necessidade”.Para o futuro, a profissional pretende continuar investindo na formação. “Sempre digo que sou apenas a ponta do iceberg. Ainda tenho muito a aprender”.Ela relata que os retornos dos pacientes são um dos principais incentivos para seguir na área. “Recentemente atendi uma paciente que estava com o pescoço travado e sem conseguir dormir. No dia seguinte ela me escreveu dizendo que tinha dormido bem e estava muito mais leve. Esses retornos mostram que o trabalho vale a pena”, conclui.