Gourmetização é a nova tendência gastronômica em Laranjeiras

Alessa e Edyangelo, donos do Bon Vivant Café Bistrô falam sobre o que os motivou a trazer este ambiente diferenciado para o município

A palavra gourmet é de origem francesa. O seu conceito remete a charme, delicadeza, sofisticação. Gourmetizar um alimento é sofisticar desde o preparo até a maneira como um prato é servido. Essa experiência gastronômica diferenciada inclui também um ambiente agradável, música adequada, bom atendimento e, é obvio, um prato diferenciado. É um conjunto de todos estes aspectos.

Em Laranjeiras, o pioneiro nesta nova tendência foi o Bon Vivant Café Bistrô, dirigido pelo casal Alessa Babinski Nunes e Edyangelo de Oliveira Assunção. Ela é laranjeirense, mas esteve fora por 10 anos, é formada em nutrição e apaixonada por café. Edyangelo é dentista, morou durante anos em Ponta Grossa, já atendeu em Laranjeiras, é apaixonado por culinária e gastronomia e fez diversos cursos na área.

Os dois se conheceram em Ponta Grossa e costumavam viajar e visitar restaurantes e cafés para provar pratos diferentes, com novas receitas. Com isso sentiram que Laranjeiras precisava de um lugar em que as pessoas pudessem ter uma experiência gastronômica diferente, da mesma maneira que eles tinham.

O início

A palavra Bon Vivant tem origem francesa, muitas vezes usado de forma pejorativa no Brasil. Segundo Alessa o termo é usado apenas para designar alguém que só usufrui do lado bom da vida. Mas ela destaca que de acordo com a expressão original, o significado remete a alguém que sabe aproveitar os prazeres e as coisas boas da vida. Nesse sentido, para o casal é um enorme prazer comer bem em um ambiente agradável.

Até mesmo os seus pratos têm nomes diferenciados, como, por exemplo Lewis Hamilton, o maior bon vivant da Fórmula 1; George Bast, considerado um dos melhores jogadores de futebol de sua época; e Giacomo Casanova, escritor italiano também considerado um bon vivaint”.

Alessa conta que sempre gostou muito de coisas sofisticadas, com maior qualidade, com cuidado na preparação, no modo servir. “Eu sempre apreciei os detalhes, desde a maneira de se vestir, o modo de pôr uma mesa e também de preparar um produto”.

Além disso o gosto pelo café fez com que ela e o marido pensassem em ter sua própria cafeteria. Com esse objetivo, os dois e mais um funcionário fizeram um curso de barista, treinaram e estudaram durante uma semana principalmente sobre o café, a extração correta, os tipos, qualidade e modos de preparo. Porém, enquanto faziam o seu plano de negócio perceberam que para Laranjeiras apenas uma cafeteria não seria rentável o suficiente. Resolveram então agregar restaurante e bistrô à cafeteria.

“Nossa ideia era trazer um lugar realmente diferenciado, com uma qualidade boa e um preço justo. Era uma coisa que a gente achava que estava faltando em Laranjeiras e que também iria fazer falta nesse nosso processo de mudança para cá”, explica Alessa.

Ela destaca que muitas pessoas ainda nem conhecem o Bon Vivant por medo do custo, de que talvez o gourmet esteja relacionado a algo caro. “Garantimos que o nosso preço é muito parecido com os de outros locais daqui de Laranjeiras. A gente convida para virem conhecer, porque eu tenho certeza que vão perceber um diferencial”.

Período complicado

O Bon Vivant foi inaugurado durante a pandemia e por isso as entregas foram feitas por delivery. “Foram tempos difíceis, mas nós estávamos preparados. O mundo estava parado, esperando a pandemia passar, mas os nossos sonhos não poderiam parar”.

Durante este período eles fizeram um curso de gastronomia, contrataram um chefe de cozinha com especialidade francesa e juntos aprenderam a fazer todos os pratos, tudo em busca de uma padronização. Neste sentido um alimento será preparado sempre da mesma maneira, porque as pessoas têm uma memória afetiva sobre o sabor e se alguma coisa muda a pessoa sente a diferença.

“Aproveitamos o período de pandemia para fazermos os cursos e um plano de negócio, isso foi bom para o nosso aprendizado, para o nosso crescimento nesse primeiro ano em que estamos nos estruturando”.

Gourmetização

A paixão de Edyangelo pela culinária começou na adolescência, quando ele tentava reproduzir novas receitas na cozinha de casa. Ele também reestilizava receitas antigas de sua mãe e avó, usando produtos mais refinados, que davam um sabor diferenciado. “Isso é o conceito de gourmetização que consiste em valorizar um prato e uma apresentação. Você às vezes troca um ingrediente por um mais refinado, criando uma experiência gastronômica diferente, deixando mais apetitoso e desejável ao olhar”, explica Edyangelo.

Além disso, para gourmetizar um prato são necessários ingredientes um pouco difíceis de se achar e que são consequentemente mais caros. Porém, de acordo com Edyangelo, a experiência proporcionada no final, depois de provar o prato, acaba valendo a pena o investimento. “A gente sempre pensa em fidelizar o cliente, proporcionando essas experiências e trazendo a memória gastronômica toda vez que ele se lembra do prato e pensa em voltar de novo para provar e sentir aquele sabor novamente”.

Edyangelo ressalta que a pandemia de fato interferiu em todo o contexto proporcionado pelo atendimento presencial e isso afetou o resultado final do produto. “Nós conseguimos passar por essa fase ruim e agora estamos estabelecidos definitivamente para poder receber todos os clientes de maneira muito mais aconchegante”.

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