Muito além do balcão: o cuidado silencioso dos farmacêuticos
Profissionais de Laranjeiras do Sul destacam orientação, confiança com o paciente e combate à automedicação
Celebrado em 20 de janeiro, o ‘Dia do Farmacêutico’ marca, desde a última terça-feira, uma semana de valorização de uma profissão cada vez mais presente na rotina de cuidado da população. As farmacêuticas Thalita Coradeli, da ‘HiperFarma’ e Poliana Zocche, farmacêutica da ‘Farmácia Super Popular’, destacam que a data vai além do simbolismo e ajuda a ampliar o entendimento da sociedade sobre a atuação do farmacêutico na promoção da saúde.
Entrevistadas pelo Jornal Correio do Povo, as profissionais responderam algumas questões para nossos leitores. De ‘cara’, foi perguntado a ambas sobre como ‘Dia do Farmacêutico’ contribui para dar visibilidade à importância dessa profissão para a sociedade. Para Thalita, a data reforça o papel do farmacêutico na assistência à população. “É uma data comemorativa que contribui para dar visibilidade ao papel da profissão na saúde, especialmente na atenção farmacêutica, no uso racional de medicamentos e no combate à automedicação”, afirma. Poliana concorda e observa que o objetivo é ampliar o entendimento social. “O Dia Nacional do Farmacêutico é apenas uma data simbólica, mas ajuda a mostrar que a nossa profissão não passa apenas pelo balcão da farmácia”, diz.
Atendimento humanizado
As profissionais ressaltam que o perfil da atuação mudou ao longo dos anos. “Hoje somos reconhecidos por fazer um atendimento mais humanizado, explicar o uso correto do medicamento e identificar possíveis erros no tratamento”, explica Thalita. Ela acrescenta que o farmacêutico integra a equipe de saúde. “Somos a última instância da equipe multidisciplinar dentro do estabelecimento de saúde”, afirma. Poliana destaca o papel no cuidado contínuo. “Nossa maior demanda é ser um agente de cuidado e não apenas um dispensador de medicamentos”, diz. Segundo ela, a atuação contribui diretamente para a segurança do paciente e o sucesso do tratamento.
Desafios e confiança no tratamento
Ao responderem sobre os principais desafios enfrentados atualmente, Thalita aponta a valorização profissional. “A luta hoje é pelo reconhecimento da profissão, por um salário justo e pela importância que temos na sociedade”, afirma. Poliana cita dificuldades estruturais. “Enfrentamos sobrecarga de funções, falta de reconhecimento, burocracias, exigências constantes e pressão por metas”, relata.A relação de confiança com o paciente é apontada como decisiva. “Quando a explicação é clara e sem termos técnicos, o paciente se sente amparado e segue o tratamento até o fim”, diz Coradeli. Zocche reforça: “Quando o paciente confia, ele segue horários e dosagens, reduz a automedicação e o uso incorreto”, afirma.



