Anulação depende de uma confissão

As chances de anulação do jogo entre Palmeiras e Internacional são quase inexistentes. A diretoria do clube fez o pedido depois da suspeita de que a invalidação do gol de Barcos tenha sido influenciada por imagens da televisão e pelo delegado da partida, Gerson Baluta.
Para que a impugnação da partida possa ser concedida, é preciso que haja uma confissão. Pois as provas testemunhais apresentadas pelo clube já foram julgadas insuficientes pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Caso houvesse a confissão, ela teria que vir de um dos envolvidos no caso, como o árbitro Francisco Carlos Nascimento, o quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima ou do delegado do jogo, Gerson Baluta.
Os acontecimentos se assemelhariam ao caso que ficou conhecido como a Máfia do Apito, em 2005, quando o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi peça chave para a anulação de todas as partidas apitadas por ele, depois de admitir o envolvimento em um esquema de manipulação de resultados.
Outro fato que chama atenção no caso é a suposta ofensa feita por Baluta aos jogadores do Verdão. Segundo Barcos, ele teria dito a alguém do clube que mesmo depois disso, se não fosse convocado para nenhum jogo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), já estava satisfeito. Para o atacante, isso demonstra que ele tinha intenção de prejudicar o Palmeiras.