“Uma inteligência diferente, um comportamento singular, muitas vezes
considerado inadequado para os padrões sociais e um modo particular de
viver a vida. Esse é o modo de ser da pessoa Aspie, conta Magna Bertusso,
mãe de Bruno, 13 anos, que é portador da síndrome de Asperger. Pouco se
sabe sobre o Autismo e sobre o Transtorno Asperger. Há muita especulação e
alguns mitos disseminados a respeito, mas na verdade nem mesmo a ciência
explica exatamente o fenômeno. Com a insistente indagação das pessoas e a
desinformação geral sobre a síndrome, Magna está escrevendo um livro
relatando sua vivencia como mãe de um Aspie, pois não há outra forma de
incluir sem informar.
Autista e Asperger são formas de designar pessoas
com desordem mental de causa ainda desconhecida e sem cura. O autismo é
gênero do qual o Asperger é espécie, pois trata-se da forma mais leve do
autismo, menos complexa mais igualmente desafiadora. O diagnóstico
geralmente é feito na idade escolar (alfabetização) quando iniciam-se os
problemas na escola. As vezes por desinformação as pessoas dizem que
trata-se de uma criança mal educada, preguiçosa e outras coisas. Enquanto
na verdade, ela tem um comprometimento comportamental por causa da
síndrome explica Magna.
O médico que faz o diagnóstico geralmente é o
neuropsiquiatra, depois o tratamento que as crianças fazem é um conjunto:
neurologista, psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo e terapia ocupacional. O
Aspie tem três principais áreas do desenvolvimento afetadas que sofrem
variações entre amenas e severas, que são: o relacionamento social, o uso
da linguagem para a comunicação e certas peculiaridades de comportamento e
estilo envolvendo características repetitivas ou estereotipadas sobre um
número limitado, porém intenso de interesses. As crianças diagnosticadas
com Síndrome de Asperger apresentam um desafio especial para o sistema
educacional, além se serem vistas tipicamente pelos colegas de sala de aula
como excêntricas e esquisitas.
A falta de jeito e o interesse obsessivo
por assuntos obscuros contribuem para sua apresentação estranha. Falta a
estas crianças a compreensão das relações humanas e das regras do convívio
social. São ingênuas e carecem de forma evidente de senso comum. Sua
inflexibilidade e falta de habilidade para lidar com mudanças levam estas
pessoas a serem facilmente estressadas e emocionalmente vulneráveis.
Ao
mesmo tempo, as crianças com S.A. (na maioria garotos) têm, com frequência,
níveis de inteligência na média ou acima da média e memória de rotina
superior. Sua determinação por um tema único de interesse pode levá-las a
grandes realizações na vida futura.
Desafios do Aspie
O pior
desafio do Aspie no entanto, são as relações sócias, pois possuem
dificuldades em fazer a leitura das expressões faciais. Outro sintoma muito
comum é a interpretação literal das frases. Jamais pode-se utilizar com o
Aspie expressões populares como chovendo canivetes ou por as barbas de
molho, pois o Aspie simplesmente espera que tais coisas aconteçam, e isso
aumenta seu grau de ansiedade e desconfortoexplica Magna.
Crianças com
Síndrome de Asperger são facilmente oprimidas pelas mínimas mudanças,
altamente sensíveis a pressões do ambiente e às vezes atraídas por rituais.
São ansiosos e tendem a temer obsessivamente quando não sabem o que
esperar. Stress, fadiga e sobrecarga emocional facilmente os afeta. Como
garantir ao meu filho que não vai mais haver carnaval, eleições, festas
comunitárias em nome da sagrada rotina que lhe deixa calmo e livre de
acessos de ansiedade? Ou como assegura-lo que as pessoas não vão olhar para
ele sem espanto, sem julgá-lo, critica-lo ou sem ser impacientes?
questiona-se a mãe de Bruno.
COMO AJUDAR?
» Garantir a
previsibilidade das atividades diárias
» Uso de estimulação visual
para o ensino
» Garantir a motivação em qualquer tarefa
proposta
» Dividir tarefas complexas em menores e simplificadas,
garantindo sempre o sucesso da criança
» Valorizar comportamentos
adequados
» Redirecionar comportamentos inadequados paralelamente
com o ensino de formas alternativas
» Estimular o contato
visual
» Estimular a socialização
Mary e Max
Assista o filme Mary e Max e entenda um pouco
mais sobre a Síndrome de Asperger. Uma história de amizade entre duas
pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de
oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne e Max Horovitz, um homem de
44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova
York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max
sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que
explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a
obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças
religiosas e muito mais.



