Atenção humanizada

As Diretrizes de Atenção à Saúde da Pessoa com Síndrome de Down foram lançadas na última quarta-feira (26), pelo Ministério de Saúde, no Rio de Janeiro. O objetivo é qualificar os profissionais de saúde na prestação de atendimento a 300 mil brasileiros que possuem a síndrome.
Seja qual for o tipo de deficiência, os limites que essas pessoas enfrentam são impostos pela sociedade, pela falta de acessibilidade e pelo preconceito. Nosso propósito é mobilizar esforços para romper qualquer limite imposto ao portador de necessidades especiais, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Estas diretrizes são voltadas às equipes multiprofissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para o cuidado à pessoas com Síndrome de Down. Segundo o Ministério da Saúde, a proposta do documento é qualificar e humanizar o atendimento desde os primeiros dias de vida do paciente, além de alertar sobre as patologias que têm maior prevalência e os principais cuidados para garantir o desenvolvimento saudável.
De acordo com a coordenadora da Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde (MS), Vera Mendes, outro objetivo é contribuir com a qualificação dos profissionais que atuam na atenção à saúde e promover o acolhimento e a integralidade do cuidado no âmbito do SUS.
Há também no documento informações que ajudam o profissional a identificar as características físicas da Síndrome de Down. Assim como recomendações sobre como dar a notícia para a família de forma humanizada, tirando dúvidas e inseguranças com relação à criança. Há orientação, ainda, sobre o diagnóstico clínico e os exames necessários em cada fase de crescimento.
Este documento integra as ações do Plano Viver sem Limite, lançado em novembro de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, que reúne ações que beneficiam as pessoas com deficiência. Segundo o ministério, esta é a primeira de uma série de diretrizes de cuidados às pessoas com deficiência que será lançada pelo órgão.