Cense pretende entrar em greve no sábado

Educadores sociais de todo o Estado decidiram entrar em greve. A medida extrema foi tomada após a falta de acordo nas negociações com o Governo Estadual, mais especificamente com a secretaria da Família e Desenvolvimento Social (SEDS), responsável pelas unidades de internação de adolescentes infratores.
Foram realizadas reuniões nos dias 9 e 17 deste mês com a secretária Fernanda Richa, porém, não houve acordo entre as partes. Sendo assim, nesta terça-feira (24), os Servidores da Socioeducação do Paraná publicaram o indicativo de greve e aguardam 72 horas por uma resposta do Estado. Caso não haja uma conciliação, os 18 Centros de Socioeducação paranaenses, os chamados Censes, devem entrar em greve a partir de sábado a noite.
Segundo o educador Ariel José Oro, até sábado (28) as atividades do Cense em Laranjeiras do Sul continuam funcionando normalmente. Caso as partes não cheguem a um consenso no prazo especificado, serão mantidos somente os direitos fundamentais dos internos, que incluem alimentação, atendimento médico e condições de higiene.
De acordo com informações do Sindicato dos Servidores da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social (Sindsec), faz cerca de três meses que se realizam assembleias regionais, nas quais os envolvidos aprovaram a greve. Para os filiados, o governo estaria adiando compromissos que haviam sido acordados já no início deste ano.

Paralisação
Segundo o documento de notificação publicado na terça-feira (24), as atividades consideradas essenciais serão negociadas em cada local, considerando as especificidades, porém, os demais trabalhos devem parar após as 72 horas de aviso.
O documento ainda afirma que a decisão pela greve só foi tomada depois de um ano e meio de negociações e reuniões com as autoridades competentes. Segundo os reivindicadores, a falta de projetos e leis para resolver os problemas enfrentados estaria prejudicando, além dos servidores, os adolescentes e a sociedade que dependem destes serviços.
Entre as principais reclamações da categoria estão as más condições de trabalho, propiciadas pela falta de segurança física e de saúde e o atraso no reajuste salarial.