Com um aumento nos preços dos produtos que compõem a cesta básica em 2011, verificado em 16 das 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), subiu em 1h39 o tempo de trabalho gasto para adquirir a cesta se comparado com o tempo necessário em 2010.
Em relação ao número de horas necessárias para a aquisição de uma cesta básica, Curitiba é a 8ª capital das analisadas pelo Dieese. São 100 horas e 22 minutos. São Paulo é a capital campeã neste ranking, com 110 horas e 56 minutos de trabalho para adquirir a cesta. As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, no mês passado, foram Aracaju (73 horas e 33 minutos), João Pessoa (82 horas e 26 minutos) e Salvador (84 horas e 18 minutos). No geral, o trabalhador brasileiro que comprou uma cesta básica em 2010 precisou de 106 horas e 56 minutos, em média. Para adquirir os produtos essenciais, em 2011, a jornada exigida subiu para 108 horas e 35 minutos.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada essa semana. No último mês de 2011, a mesma cesta exigia 97 horas e 22 minutos de trabalho, 1 hora e 9 minutos a mais que novembro do mesmo ano.
O maior aumento em 2011 foi apurado em Vitória (13,8%), seguido de Belo Horizonte (11,76%) e Florianópolis (10,20%). A alta chegou a 4,57% em São Paulo, 6,08% em Brasília,34% no Rio de Janeiro e 9,8% em Porto Alegre.



