Crime ambiental: Pesca predatória

Pescadores
esportivos da região estão se mobilizando contra a pesca predatória
com redes. Eles estão usando as redes sociais para divulgar um mapa
dos locais com registro destas atividades, principalmente de pescas
ilegais no alagado de Rio Bonito do Iguaçu. O objetivo é acabar com
a pesca por meio de redes principalmente no período da piracema.

Um
dos pescadores esportivos da região afirmou que sempre encontra
redes em vários pontos do alagado, ele preferiu não se identificar
e será chamado pelo nome fictício de João. Nós somos
pescadores esportivos, a gente não vai pescar para matar peixe. Como
utilizamos isca artificial, muitas vezes ela enrosca na redes, foi
assim que descobrimos vários pontos de pesca ilegal, conta.

O
pescador afirma que fica chateado com isso, tendo em vista que esse
tipo de pesca é ilegal, ainda mais em período de piracema. Na
nossa região não existem pescadores profissionais, então todo esse
processo está ilegal. O que mais me indigna é que o pessoal
abandona as redes, deixando os peixes mortos dentro do alagado,
salienta.

Para
João, não há logica para isso ser feito. Quando posso, passo a
faca nas redes sem dó nem piedade, tiro-as fora, jogo gasolina e
ateio fogo. Me sinto roubado, porque é da natureza, está ali e não
precisa depredar. Vamos cultivar, se quiserem fazer algo no lago vão
juntar lixo mas não destruir a natureza, exalta. De acordo com o
pescador, ainda há pessoas que reclamam que os peixes estão
acabando, mas isso é consequência do mal cuidado.

A
4ª Companhia de Polícia Ambiental iniciou, no mês de novembro, uma
concentração de esforços para coibir a pesca predatória no
período da piracema. Nos primeiros dias de operação, foram
realizados patrulhamentos por água e por terra nas principais
regiões utilizadas pelos pescadores, como os rios Jordão e
Coutinho, nas proximidades de Guarapuava, e os Alagados Rio Iguaçu,
em Rio Bonito do Iguaçu e região.

Foram
registradas quatro ocorrências de pesca predatória, resultando na
prisão de oito pessoas (todas adultas), a apreensão de 1170 metros
de rede, 76 boias loucas, oito tarrafas e vários quilos de peixes.