A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) não irão ao Palácio do Planalto
afirmaram, por meio de nota, que recursam o convite do presidente em exercício Michel Temer uma reunião que está sendo realizada na tarde desta segunda-feira (16) no Palácio do Planalto para discutir uma reforma na Previdência Social. No comunicado, o presidente da central sindical, Vagner Freitas, afirma que “não reconhece golpistas como governantes”.
O encontro desta segunda-feira com as centrais é uma tentativa de Temer de reduzir a resistência dos sindicalistas a mudanças nas regras previdenciárias. O peemedebista pretende usar a reunião para apresentar propostas e ouvir sugestões. Segundo auxiliares, a ideia é demonstrar que as centrais serão ouvidas e participarão do processo.
Confirmaram presença no encontro representantes das centrais UGT e Força Sindical. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda) e Ronaldo Nogueira (Trabalho) também devem acompanhar a conversa com os sindicalistas.
“[A CUT] não irá à reunião que Michel Temer chamou para esta segunda feira com as centrais sindicais. A CUT vai continuar defendendo os interesses da classe trabalhadora, principal vítima do golpe, exigindo a volta do Estado do Direito e do mandato da presidenta Dilma, legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos”, afirmou o presidente da CUT na nota.
A central sindical disse ainda que, na opinião dela, a “luta contra os retrocessos pretendidos e anunciados” será travada pelos movimentos sociais nas ruas e nos locais de trabalho.
A CTB justifica a recusa falando em “traição à classe trabalhadora”, e chamando o governo interino de “golpista”. “Diante de evidências, a proposta de reforma da Previdência de Temer prevê aposentadoria no caixão. A CTB tem muita clareza dos riscos e, diferente de alguns setores do movimento sindical, não se dispõe a segurar na alça da traição”, disse Adilson Araújo, presidente da central. Tanto a CTB quanto a CUT são ligadas ao PT e ao PCdoB.



