Debate sobre redução salarial de vereadores chega à Cantu

O
debate sobre a redução do salário de vereadores toma conta de
todos os municípios brasileiros, na Cantu não poderia ser
diferente. Em todos eles, havendo a flexibilidade do parlamentar
exercer normalmente sua profiss
ão,
enquanto
é
remunerado por ocupar um mandato eletivo, bastando que se façam
presentes às sessões, não havendo sequer a exigência da
apresentação de um número mínimo de projetos. O fato de todos
elegerem o número máximo permitido por Lei, variando em cada
município, também tem sido questionado.

Na
maioria dos municípios, os salários líquidos ficam na média de R$
3,2 mil, com bancadas de nove vereadores. Mas em alguns, a
remuneração é mais polpuda. Em Laranjeiras do Sul, o salário de
cada parlamentar é nivelado pelo do presidente, cuja remuneração é
idêntica à dos
vereadores, R$ 6,2 mil bruto, tendo descontos variados, de acordo com
o perfil profissional do vereador e faixa que se insere, conforme
explica o presidente da Câmara, Darci Massuqueto (PMDB). Já em
Pinhão, onde a bancada também é de 13 vereadores, o salário bruto
da maioria é de R$ 4.784, e do presidente, R$ 6.468.

Com
uma bancada de 13 vereadores, e sem receber salário maior por
presidir a Câmara de Laranjeiras do Sul, Massuqueto manifesta seu
posicionamento contrário à redução dos salários. Ele conta que
esteve recentemente reunido com a União de Vereadores Brasileiros
(UVB) e que a orientação é para não ceder a pressões da mídia.
Ele disse que o foco nos vereadores evidencia uma discriminação,
pois não querem se indispor com senadores, deputados federais e
estaduais, estes com auxílio moradia, o que segundo ele, seria
justo.

Está
acontecendo uma demagogia. Não vamos entrar nessa, pois se
aprovarmos é para a próxima legislatura, o que até seria cômodo
para quem está com os mandatos hoje. Um vereador precisa estudar,
conhecer sobre o que está fazendo para não ser manipulado. Por
isso, agora, há quem apenas apareça às sessões e vote conforme os
interesses de quem controla seu voto. Isso é o eleitor que tem que
perceber, considerou o vereador, acrescentando que, em relação à
dedicação exclusiva é favorável. Mas que cabe a população,
eleger pessoas que se comprometam em priorizar a função para qual
sejam eleitas.

Semelhante
foi a opinião do presidente da Câmara Municipal de Rio Bonito do
Iguaçu, Anderson de Oliveira (SD), ao avaliar que, em qualquer outra
função, os desempenhos são variados, e bom vereador precisa deixar
os interesses pessoais de lado para se dedicar a função. Que por
isso, é justo que tenham uma remuneração razoável, que compense
minimamente o período de dedicação. É preciso que a população
não se confunda. Que faça essa diferenciação entre os
parlamentares que cumprem com o seu papel e aqueles que não
correspondem, apontou.


em Cantagalo, que saiu de um recente desgaste por conta de gastos
excessivos com diárias, tendo reduzido os valores tanto dos
vereadores como do prefeito, o presidente da Câmara, Pedro de Paula
Xavier (PDT), não só se diz favorável à redução de salários,
como adianta que ele mesmo vai apresentar um projeto nesse sentido,
já na próxima sessão, segunda-feira (31). Eu mesmo irei
apresentar o projeto para redução dos salários. Já antecipei aos
vereadores e soube de antemão que maioria não concorda, disse.

Para
o diretor da Câmara de Porto Barreiro, Gustavo José Schareder, de
acordo com a Lei Orgânica do Município, o período é de votar os
gastos da Câmara. Os salários dos vereadores, vota-se 30 dias antes
do término da legislatura. Isto valendo sempre para a próxima
gestão. Não temos essa pauta em vista agora. Mas se a população
entender que devemos priorizar esse debate, faremos isso,
dispõe-se.

Em
Quedas do Iguaçu, a discussão já está nas ruas, sobretudo
liderada pelas organizações da juventude, que estão acompanhando
os questionamentos de elevados gastos com diárias. Eles estão
anunciando que iniciarão a coleta de assinaturas para pressionar os
vereadores. Mas o presidente da Câmara, Osni Soares da Silva (PTB),
não quis se pronunciar.

Em
Pinhão, o presidente Osvaldo Lupepsa (PSD) diz que colocará a
questão em pauta, no período de votar os salários. Que de antemão,
só pode dizer que os valores não serão aumentados. Mas acrescentou
que a Câmara está aberta ao diálogo com a população e que se a
pauta for levada por ela, poderá ser debatida antes.


Palmital
sai na frente

Por
meio de um projeto dos vereadores Antonio Carlos Ferreira (PSDB), que
preside a
Câmara,
José da Luz dos Santos Cordeiro (PC do B) e Isabela de Fátima
Halila Marcondes (PSC), o valor de R$ 300 por diária para vereadores
e servidores da Câmara Municipal de Palmital foi extinto, durante a
sessão desta terça-feira (25).

A
partir de agora, os vereadores terão seus gastos ressarcidos
mediante a apresentação de nota fiscal, considerando o valor de
mercado dos gastos justificados, com o objetivo de que uma boa
economia seja feita, disse o presidente, reforçando que a
aplicação do dinheiro que for economizado é tão importante quanto
economizar.

Questionado
sobre a eficácia da mudança, uma vez que se não forem limitados os
valores das notas, os custos poderão até ser maiores, Ferreira
disse que tem certeza de que o propósito será cumprido. Se a
gente perceber que alguém não está usando o dinheiro para as
devidas finalidades, podemos questionar e apurar, mas acredito que
todos irão fazer a sua parte para moralizar a instituição,
reforçou.

Além
da alternativa encontrada para diminuir gastos nas diárias, a Câmara
de Palmital que paga salário de R$ 6 mil e R$ 9 mil, respectivamente
para vereadores e presidente, dá o pontapé inicial na redução dos
salários, com audiência pública marcada para a próxima semana. O
presidente reconhece que o próprio salário é muito alto, deixando
claro que foi votado na gestão anterior. Mas disse que o percentual
da redução que a mesa diretiva está propondo deve ser proporcional
ao valor que recebem vereadores e presidente.