Degradação da pastagem preocupa

A degradação da pastagem é o principal entrave para o crescimento autossustentável da pecuária de corte e leite e aumento da rentabilidade da propriedade rural. Foi o que declarou o professor Armindo Kichel, da Embrapa de Gado Corte, em palestra proferida para pecuaristas de Guaraniaçu e região sobre Recuperação e manejo de pastagem, visando o incremento de rentabilidade.
O evento foi promovido pela Arysta LifeScience do Brasil e Fertizan Distribuidor Arysta da linha de pastagem na região. Kichel disse que o produtor rural precisa, primeiramente, preocupar-se em investir na recuperação e na constituição de boa pastagem para obter rápida e eficiente produtividade com o rebanho. 
Torna-se mais fácil e mais barato investir em herbicidas para controle das ervas daninhas invasoras e, ao mesmo tempo, aplicar adubação quando necessário, pois o alimento mais barato é o pasto, garante.
Tecnologias – Entretanto, o produtor rural precisa estar antenado às necessidades tecnológicas e mercadológicas. O campo precisa romper, de um modo geral, com dois conceitos atrasados e que ainda permeiam a atividade rural: tradicionalismo e não funciona. 
Segundo o palestrantes, o não funciona é perverso e é comum em pessoas que não apostam nas inovações e que ficam presas ao tradicionalismo ou ao passado. 
Demonstrando que a situação da pastagem brasileira é séria, o professor da Embrapa apresentou dados que comprovam tal: de uma área de 236 milhões de hectares agricultáveis, 212 milhões/ha são exploradas. Desse total, 172 milhões são pastagens, sendo que 90 milhões estão degradadas. 
Uma coisa é certa, advertiu ele, é necessário ter boa pastagem e rebanho de genética comprovada para obter produtividade e lucro na fazenda. Porém, a pastagem boa é essencial e vem em primeiro lugar nas demandas da propriedade. Não adianta possuir rebanho de qualidade sem pastagem, destaca.
O consultores da Arysta e Fertizan, destacaram a palestra do professor da Embrapa como fator importante para os pecuaristas, que tiveram a oportunidade de conhecer quais os problemas que afetam a margem de ganho da fazenda e, ao mesmo tempo, quais as alternativas para colocá-la na rota do desenvolvimento e da rentabilidade. 
Mais uma vez, a Arysta LifeScience e a Fertizan estão trabalhando em conjunto com o propósito de atender cada vez mais e melhor o homem do campo que vive do agronegócio.