Delegado e policiais civis são presos por suspeita de corrupção passiva

Uma operação desencadeada pelo Grupo de Atuações Especiais e Combate ao Crime Organizado – Gaeco, com o Ministério Publico levou a prisão de sete servidores públicos na manhã de ontem (11). Todos são suspeitos de prática do crime de corrupção passiva. Em Laranjeiras do Sul, foram detidos: delegado chefe da 2ª Subdivisão Policial, Joaquim Figueira; investigador Wilson Urbano; escrivão Jorge Vargas Leite e um funcionário da prefeitura de Nova Laranjeiras, Giovane Jones Bech. Em Foz do Iguaçu foi preso o investigador Marlon Eder de Souza. Em Guarapuava, o escrivão Mario Viante Junior e em Rio Bonito do Iguaçu, o funcionário da prefeitura de Laranjeiras do Sul, Gelson Luiz dos Santos. Uma arma de fogo ilegal, dinheiro e diversos documentos também foram apreendidos durante a operação. 
ENTENDA PRISÃOO delegado Joaquim, e os investigadores Urbano e Marlon tiveram a prisão preventiva decretada sob acusação  de crime de corrupção passiva. Segundo o Ministério Público, o possível crime aconteceu dentro da delegacia de Laranjeiras do Sul no dia 13 de outubro de 2010. Os policiais teriam solicitado receber vantagem indevida para liberar o motorista de um caminhão carregado de contrabando de cigarro, que posteriormente veio a ser apreendido pela Polícia Federal de Guarapuava.Os outros quatro agentes públicos também são acusados pelo mesmo crime. O fato teria acontecido no dia três de julho deste ano no município de Nova Laranjeiras. Estes também teriam solicitado vantagem para liberar uma pessoa detida (ilegalmente) por eles. Segundo os autos da investigação, o delegado e os dois investigadores teriam pedido cerca de R$ 50 mil para liberar o caminhão. Porém,    de acordo com o Ministério Público, o trio recebeu R$ 10 mil para fazer ‘vista grossa’ ao transporte ilícito. Os outros quatro servidores são suspeitos de cobrar R$ 400 de uma pessoa. Mas, segundo o promotor, o valor pleiteado por eles era de R$ 1,5 mil.A ação ocorreu simultaneamente em Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Rio Bonito do Iguaçu, Cascavel e Foz do Iguaçu. Procurado, o advogado do delegado preferiu não se pronunciar.A investigação demonstrou que setores da população confiam na ação do Ministério Publico e no Poder Judiciário. Ambos visam o combate a corrupção e a limpeza moral e ética das instituições do Estado, as quais diga-se de passagem, estão acima e são muito maiores do que os seus servidores corruptos e mal intencionados, destacou o promotor de Justiça Cláudio César Cortesia, coordenador do Gaeco em Guarapuava.
De novo, cigarrosCoincidentemente, há pouco mais de um ano, o então delegado chefe da 2ª SDP também foi preso, tendo como um dos elementos um caminhão carregado com cigarros. Lino Lopes foi preso em Ubiratã, no dia 1º de outubro de 2009, suspeito de participar de assalto de um caminhão que transportava o produtos, vindo do Paraguai.