Editorial

Editorial - Reforma da Previdência: um mal necessário

O tempo está acabando para colocar ou não em votação a Reforma da Previdência. O governo está entre a cruz e a espada, se colocar em votação agora corre o risco de não passar se deixar para depois das eleições a possibilidade de aprovação ainda nesse governo ficada cada vez menor. 

O governo e aliados não desistem e correm contra o tempo uma vez que para dar tempo de tramitar nas duas casas Câmara de deputados e Senado até abril.

A expressão entre a cruz e a espada, se atualizada para os dias de hoje ficaria na escolha entre algo seguro, no caso da cruz e algo perigoso, a espada. Assim podemos dar uma definição para a tão discutida reforma da previdência.

Principalmente para o futuro, se for votada conforma foi defendida, será mais seguro que não futuro o governo terá capacidade de pagar as aposentadorias, caso isso não ocorra, provavelmente o cidadão que começou a trabalhar nos últimos 10 anos, não receberá uma aposentadoria.

É um dilema do futuro, que precisa ser resolvido o mais breve possível. A reforma na avaliação dos especialistas não teria impacto fiscal em curto prazo, ou seja, não viria aliviar o rombo deficitário da previdência imediatamente.

Para se ter uma ideia, o custa atual da previdência beira os 50% da arrecadação da União. A previsão é que esse valor chegará em 40 anos aos 100%, casa a reforma não aconteça. Não precisa ser nenhum economista para perceber que se continuarmos nesse modelo está fadado a falência.

Os números são sinistros, o déficit atual da Previdência somando INSS e regime dos servidores passou da casa de R$ 220 bilhões, ou seja, superou em R$ 61 bilhões o déficit primário do setor publico projetado em R$ 159 bilhões. 

Ilustramos aqui com números é perda de tempo, uma vez que não tempos como mensurar o tamanho desse rombo. Mas podemos imaginar como será o futuro de milhões de brasileiros sem esse rendimento. Atualmente são mais de 19 milhões de aposentados. De cada três aposentados dois ganham apenas um salário mínimo.

Avaliando números a reforma é necessária e precisa ser feita, acreditamos que a população compraria a ideia se a classe politica, e aqui colocamos todos no mesmo pacote, governo, deputados e senadores, deixassem claro para o cidadão como ficará no futuro e quais serão as mudanças que serão aplicadas.

Se continuar nessa lengalenga, oposição criticando de um lado e o governo de outro, ambos se argumentos convincentes, vai sobrar como sempre para o povo pagar a conta.