Estiagem castiga agricultores da Cantu

O mês de dezembro que costuma ser chuvoso, está de cara nova. A má distribuição de chuvas na região da Cantu já estão trazendo indícios de prejuízo ao produtor rural. Lavouras de milho e de soja estão sendo prejudicadas pela falta de chuvas neste período do ano, atingindo não somente o desenvolvimento das produções agrícolas, mas também a alimentação a pasto para o rebanho da região. Isso poderá dificultar a finalização do plantio da safra 2011/2012 e interfere no crescimento da soja já plantada. Em algumas plantações já é possível verificar tamanhos abaixo do normal para o período.
A disponibilidade de água no solo, principalmente na época do florescimento, e a não ocorrência de temperaturas baixas durante a safra são importantes para o desenvolvimento das plantas de milho, sendo estas as principais variáveis climáticas consideradas para o zoneamento de risco climático da cultura. O engenheiro agrônomo Marcionei Coelho afirma que a estiagem na região norte da Cantu está afetando principalmente a fase de florescimento do milho. A lavoura já dá indício dos principais prejuízos. A fase de florescimento exige maior demanda de quantidade água e acabará prejudicando o desenvolvimento da planta.  
O norte da Cantuquiriguaçu já está sofrendo com os reflexos da estiagem na região. No município de Marquinho, por exemplo, não chove a mais de 35 dias, a última chuva rendeu entre 10 e 11 milímetros. As precipitações pluviométricas da região não têm sido suficientes para umidificar o solo, é o que afirma o agricultor João Sandeski. Na minha propriedade no município de Marquinho,  não chove há mais de 35 dias, a última chuva que deu de verdade foi no final de outubro. Nesse período houveram apenas chuvas rápidas e que não umedeceram a terra o suficiente para acompanhar a fase de crescimento das plantas.  Outro caso de lavoura atingida pela estiagem é a do agricultor Fábio Vitor Borsoe, ele conta que 35% da lavoura de milho já está comprometida.
Eu plantei 10 alqueires de milho e 30 de soja. Já posso contabilizar que 35% da minha lavoura de milho está afetada pela falta de chuva. Se caso não chover daqui para frente, o jeito vai ser acionar o seguro da lavoura. Um dia a menos sem chover é mais prejuízo no meu bolso.
A temperatura afeta de forma significativa o crescimento e o desenvolvimento das plantas, influenciando processos como o crescimento das raízes, a absorção de nutrientes e de água, a fotossíntese, a respiração e a translocação.
Os prejuízos não são apenas para as lavouras.  A falta de chuva faz com que os pecuaristas busquem alternativas para poder alimentar os animais. Quem conseguiu reservar forragem para este período está tendo sorte pois é uma alternativa mais barata de alimentação. Já os pecuaristas que não têm essa opção, provavelmente, os gastos para a alimentação do gado poderão aumentar. O técnico agrícola e diretor administrativo da Cooperativa dos Produtores de Sementes de Laranjeiras Coprossel, Pedro Stunder, afirma que o preço da arroba do boi poderá subir e que o produtor não receberá a mais por isso. Os custos com a alimenmtação irão elevar do preço da arroba já que os gastos com a produção por quilo irá aumentar também. O problema é que o produtor rural não receberá a mais por isso, já que o mercado exige uma pesagem certa para a comercialização  e ele terá que investir mais para alcançar o peso exigido.