As
faculdades que reajustarem as mensalidades com índices acima da
inflação podem acabar ficando fora do FIES. Esse seria um dos
motivos que dificulta o acesso de milhares de pessoas ao fundo de
financiamento estudantil.
A
informação no site é a mesma desde o início do ano: o sistema
está aberto apenas para contratos existentes.
Para
quem quer abrir um novo contato a única informação que se tem é
que o sistema voltará em breve.
Segundo
o Ministério da Educação, 1,9 milhão de estudantes já participam
do Fies, mas até agora somente 280 mil conseguiram renovar os
contratos.
O
motivo disso seria o aumento da mensalidade. A partir de agora os
reajustes nos preços acima de 4,5% vão ter que ser explicados ao
MEC. Só depois disso, poderão voltar a oferecer o financiamento.
Novas
regras
O
ministro da Educação, Cid Gomes, considera razoável o teto de 4,5%
para os reajustes.
Já
a presidente da federação que representa 1.500 universidades e
faculdades particulares, Amábile Tácios, diz que os reajustes não
se baseiam no índice da inflação. E que esse semestre é o momento
de negociação com os professores e todas as instituições irão
prestigiá-los, portanto o aumento seria maior do que 4,5%.
O
MEC ainda não informou quando vai abrir as inscrições para novos
contratos e na tarde de hoje (12) deve anunciar as novas regras
básicas. Que inclui mais rigor na qualidade de ensino das faculdades
credenciadas para receber o financiamento. Vai ser dada prioridade
para as faculdades que oferecem cursos considerados estratégicos,
como engenharia, física e matemática. E, deve ser mantida a
exigência da nota mínima no Enem, que desde dezembro passou a ser
de 450 pontos.



