A polícia de Laranjeiras do Sul continua à procura dos presos que fugiram
na madrugada da última sexta-feira (29). Os detentos escaparam por um
buraco escavado no chão da cela onde ficavam, nos fundos da delegacia.
No total, 10 detentos conseguiram fugir mas dois deles já foram
recapturados: Leocir de Jesus Santos, preso há um ano pelo crime de duplo
latrocínio e Wilson Leal Baes, que responde por tráfico de entorpecentes há
cerca de seis meses.
O trabalho agora é dar continuidade à busca de forma ainda mais ostensiva.
Para isso já pedimos o auxílio a polícia de todo o Estado. Esses
elementos vivem do crime, às vezes não conseguimos resgatá-los no momento,
mas cedo ou tarde eles acabam sendo presos em outros lugares, disse o
delegado Lino Lopes.
Segundo o delegado, o maior problema está no sistema carcerário. Hoje em
dia, metade dos presos condenados estão nas penitenciárias enquanto a outra
metade cumpre suas penas em cadeias públicas. Isso está errado, diz.
Segundo ele, apesar do crescimento significativo na construção de
penitenciárias e melhorias das cadeias públicas, como é o caso de
Laranjeiras, ainda há superlotação. Não é função da polícia cuidar de
presos, a nossa função é judiciária. Devemos instaurar inquérito, fazer
flagrante, investigar a autoria e materialidade e entregar o elemento aos
cuidados das autoridades responsáveis, ressalta.
Lino Lopes afirma que ficam na cadeira presos que não deveriam estar em
Laranjeiras. Isto acontece poque o custo para se manter um preso em
penitenciária é de R$ 8,50 por dia, enquanto em cadeias públicas,
principalmente do interior, esse valor cai abruptamente para R$ 2. Sem
abordarmos a questão de infra-estrutura e pessoal especializado para tomar
conta, defende.
SUPERLOTAÇÃO
A delegacia de Laranjeiras mantêm atualmente 98 presos, com os foragidos
somavam 106. Mas a capacidade máxima é de 45. Não se pode dizer que existe
uma superlotação, mas esses números fazem com que o controle se torne quase
impossível. O sistema está errado, aqui não é lugar de segurar preso,
finaliza doutor Lino.
O delegado alerta à população que todos os foragidos são considerados
perigosos. Os mais agressivos são os irmãos Marcos Verlindo dos Santos de
Lima, mais conhecido como Maico e Sebastião Ari dos santos, presos há
cerca de cinco meses por vários homicídios. Além desses estão sendo
procurados, Rodrigo Rodrigues, Reinaldo Thompson Rojas, Dilamar Nelson
Silvestre, João Carlos Cordeiro de Lima, Paulinho Lavandoski e Saul dos
Santos Rosa.



