Ontem (18) foi realizada a primeira reunião do Programa Justiça no Bairro, que está sendo implantado em Laranjeiras do Sul. O encontro foi presidido pela Desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná e coordenadora estadual do projeto Justiça no Bairro, Joeci Machado Camargo, e contou com presença de autoridades como juízas, promotora, advogados, entre outros.
O programa oferece atendimento jurídico com atividade jurisdicional descentralizada junto à população de baixa renda, ou seja, a família economicamente vulnerável, visando garantir o exercício da cidadania.
A desembargadora Joeci Machado Camargo, esteve em Laranjeiras, neste primeiro momento para estabelecer um grupo de trabalho, para que assim seja possível, na semana de 28 de setembro, efetivar o projeto. O objetivo é atender a população carente, principalmente aquelas pessoas que vivem na periferia da cidade e não têm condições de serem atendidas durante a semana. Isto acontece por que muitas vezes você vai perder dia de emprego, comprometendo o orçamento doméstico, para ter que se deslocar até uma entidade social que possa dar atendimento jurídico, destaca.
Para que as pessoas não acabem deixando o direito de lado e permanecendo em uma situação irregular, atendendo um pedido dos juízes da região, o Justiça no Bairro deve se instalar de forma permanente no município, atendendo não apenas Laranjeiras, mas todos os jurisdicionados a esta comarca.
O projeto tem parceria com o Sesc Cidadão, promovendo a organização tanto da parte jurídica, com participação de advogados, alunos, médicos, adicionou Joeci.
É importante lembrar aqui, que não somente Laranjeiras e Quedas serão atendidas, mas sim todos os municípios destas comarcas. O atendimento será realizado em duas fases, um dia em Quedas e no dia seguinte em Laranjeiras do Sul, aqui com uma equipe na aldeia.
Os locais ainda não foram definidos e deverão ser disponibilizados pela prefeitura municipal, bem como um grande aparato para que o evento possa ser bem sucedido e organizado.
Justiça, também na aldeia
A proposta enquanto judiciário, é ir até a aldeia indígena, começaremos amanhã inclusive, possibilitando um casamento coletivo, embora não seja com inúmeros índios, mas serão três casais, disse Joeci, que celebrará o primeiro casamento civil em uma aldeia indígena.
A cerimônia de amanhã é destacada por ela como um marco muito importante para os trabalho que serão realizados de hoje até o dia 28. Isto possibilitará que em setembro, com a regularização da certidão de nascimento com os cartórios, em setembro, possamos propiciar aos indígenas, lá na aldeia, casamento coletivo com mais casais, confecção da carteira de identidade, da carteira de trabalho, a presença do INSS e médicos, tanto da Semusa, quanto médicos voluntários, para orientar e verificar doenças que podem ser atendidas imediatamente, ressaltou.



