Governador aceita proposta para regularizar diplomas

Os diplomas da Vizivali serão, finalmente, reconhecidos. A notícia foi dada em primeira mão pelo deputado estadual Pericles de Mello. Segundo ele, foi informado pelo governador Roberto Requião e pelo Instituto Federal Tecnológico do Paraná (Ifet) que foi fechada uma proposta definitiva para resolver o problema que afeta cerca de 35 mil professores que fizeram o Curso Normal Superior da Vizivali em todo o Paraná. O Ifet vai oferecer uma complementação de 200 horas-aulas, validando os estudos já ofertados no Programa da Vizivali. A proposta é de que os alunos façam as disciplinas de libras e de avaliação dos impactos da Provinha Brasil, e a previsão é de que a complementação seja feita em até 15 dias.
A boa notícia veio um dia depois do manifesto realizado em Nova Laranjeiras. O prefeito, Eugenio Milton Bittencourt, recebeu representantes de 13 municípios na terça-feira (25). O encontro, que aconteceu no Clube Sorella, debateu a situação dos professores da região Cantuquiriguaçu, que esperam o registro do diploma do Curso Normal Superior (CNS).
O caso se arrasta há pelo menos dois anos. Fazem parte da comissão que organiza esta mobilização deputados, prefeitos e vereadores. Em Nova Laranjeiras participaram professores de toda a região que concluíram o CNS, o prefeito Eugenio Bittencourt, o prefeito de Rio Bonito do Iguaçu Sezar Bovino, prefeito de Foz do Jordão Anildo Alves da Silva, vereadores e presidente da Acam-cop – Associação de Câmaras de Vereadores da região Centro Oeste do Paraná, Helio Alves e o deputado José Lemos.
O não reconhecimento do curso trouxe severas conse- quências. O professores poderiam ter seus salários rebaixados ou perder os cargos, já que o Tribunal de Contas não quer reconhecer também os profissionais sem o registro do diploma. Os educadores fizeram concurso através das prefeituras em virtude da realização e conclusão do CNS. Há dois anos estamos engajados nesta luta junto com os professores, salienta o prefeito Eugenio Bittencourt.
Durante a mobilização todos utilizaram álcool gel e mascaras em virtude da não proliferação do vírus H1N1 orientada pelo Ministério Público.