Governo investe para ampliar ensino integral

Nos próximos 20 anos, metade das escolas brasileiras devem ter aulas em período integral. Esta afirmação é da professora e diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Jaqueline Moll. Ela proferiu uma palestra para a Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional, no último dia 22, em Brasília. O tema ministrado foi a Construção da Política de Educação Integral em Tempo Integral no Brasil.
A professora refirmou que o governo aplicará mais de R$ 1,4 bilhão até o final deste ano para a ampliação do ensino em tempo integral nas escolas públicas. Jaqueline destacou também a pretensão do MEC em ultrapassar os objetivos. Estamos trabalhando para superar a meta, mas para conseguirmos viabilizar mudanças tão profundas no nosso ensino, temos que pensar em duas décadas. Serão necessárias várias adaptações para que as escolas comportem aulas o dia inteiro com todos os estudantes, salientou.
Atualmente, 32 mil escolas já oferecem aulas e atividades em tempo integral aos alunos. Mesmo com as divergências quanto às metas da oferta deste ensino, há consenso quanto aos seus benefícios. De acordo com a professora, os índices de aprovação aumentam muito no grupo que participa de atividades escolares pela manhã e pela tarde. Além disso, ainda há as taxas de evasão escolar, que  diminuem. Ainda temos alguns desafios pela frente, como a integração do currículo, melhoria da infraestrutura escolar, formação pedagógica diferenciada dos professores, articulação das escolas com a comunidade. Os ganhos são visíveis nesse grupo e podem melhorar, ressalta.
De acordo com o presidente da Frente Parlamentar da Educação, deputado Alex Canziani, a ampliação do ensino integral deve ter impacto direto na nota das escolas no Ideb. Sem dúvida o aumento do tempo na escola representa um ganho importante para a melhoria da qualidade do ensino no país, que vai se refletir nos índices educacionais, acredita o deputado.