Greve dos vigilantes continua em duas empresas

Após a audiência da manhã de ontem a nova proposta feita pelos empresários foi rejeitada e a greve dos vigilantes de transporte de valores foi mantida. Durante a assembleia realizada no intervalo da audiência (por volta das 11h30) o procurador do Ministério Público do Trabalho que acompanhou as audiências estava presente e testemunhou a indignação dos trabalhadores com a apresentação da nova proposta de reajuste, que permanece insuficiente para os vigilantes.
A proposta foi de um reajuste de 1% de ganho real acima do INPC, vale alimentação de R$ 15 e, condicionado ao retorno das atividades, o possível pagamento das horas paradas.
No retorno da audiência, não foi apresentada nenhuma outra proposta pelo patronal. Os trabalhadores vinculados às empresas Brinks e Prosegur optaram por retornar ao trabalho e o Tribunal determinou que os veículos dessas empresas já podem retornar as ruas.
O SindVigilantes, preocupado com o desabastecimento das agências e dos caixas eletrônicos, comprometeu-se a garantir a livre circulação dos carros-fortes dessas empresas. Mas segundo o Sindicato, em uma atitude desrespeitosa para com a população e o Tribunal, essas empresas ainda não liberaram nenhum carro-forte até o presente momento. Na Proforte e na Transbank a greve continua. O SindVigilantes espera receber um novo contato do empresariado para uma possível retomada nas negociações.  
Laranjeiras do Sul
Segundo o gerente do Banco do Brasil, Edmilson Pedro de Moura, na agência local os caixas eletrônicos estão funcionando normalmente. Não tivemos adesão dos vigilantes de nossa agência. A sala de auto-atendimento está funcionando sem nenhum transtorno. Até o presente momento não tem faltado recurso, informou na tarde de ontem.