Os alunos da Escola Laranjeiras entraram em férias dois dias antes do prazo normal. Mas o motivo não pôde ser comemorado, já que por pouco o incidente com fogo ocorrido na noite de quarta-feira (1º) não virou tragédia.
Um incêndio iniciou por volta das 23h20 na sala que as pedagogas utilizam para guardar os projetos da instituição e os materiais de apresentação. Chovia muito, a escola estava vazia e o barulho foi ouvido por um policial que mora nos fundos. A diretora, Sandra Maria dos Santos, acredita que o motivo pode ter sido um curto circuito. Nossa escola precisa urgente de reforma elétrica e hidráulica. Se o fogo tivesse começado na outra extensão, não teria como os bombeiros chegarem até o local, afirmou.
O problema da falta de condições físicas já havia sido detectado pela direção e Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF). A escola é velha (foi criada em 1946) e já não atende mais as necessidades dos alunos. As casinhas que eram utilizadas como salas de aula foram interditadas devido risco de desabamento, deixando 120 alunos sem lugar para estudar.
Provisoriamente as crianças estão no salão de eventos. Protocolamos em agosto de 2005 um pedido de ampliação e melhorias, mas até agora não fomos atendidos, informa a diretora. As solicitações da Escola Laranjeiras foram novamente encaminhadas à Secretaria de Estado da Educação e ao Núcleo Regional de Educação, que deve tomar providências nos próximos dias. As férias terminam dia 27 de julho.
O comandante dos Bombeiros Comunitários, Edmílson José Espínola, afirmou que a estrutura é antiga, o que dificultou a chegada do caminhão no pátio. Mas graças ao empenho das pessoas que viram e avisaram a polícia, dentro de quatro minutos já fazíamos o combate ao incêndio, concluiu.



