Inseminação artificial

A inseminação artificial assim como FIV (Fertilização in vitro),
Transferência de Embrião e Clonagem são ferramentas utilizadas em
reprodução animal. A inseminação artificial é uma técnica simples que
surgiu pela primeira vez em 1780 em cães, sendo posteriormente aprimorado
os conhecimentos e difundido para diversas espécies animais.
As maiores
vantagens da inseminação artificial são: (1) melhoramento genético, (2)
controle de doenças venéreas, (3) possibilidade de registros precisos sobre
a reprodução, (4) economicamente vantajosa, (5) diminuição do número de
reprodutores nas propriedades, (6) permite a utilização de reprodutores
mesmo após sua morte, e (7) realizar acasalamento genético para escolha do
melhor reprodutor para cada animal.
Permite selecionar o melhor
reprodutor para inseminar milhares de fêmeas por ano das mais diversas
regiões do mundo em propriedades pequenas ou grandes, independentes de sua
localização, necessitando de poucos equipamentos e alguém capacitado para
realizar o procedimento de inseminação artificial.
Os equipamentos
básicos para realizar a inseminação artificial são botijão de nitrogênio,
aplicador de sêmen, bainha de inseminação, luva, termômetro, vasilha para
descongelamento do sêmen e o sêmen propriamente dito.
Uma alta
fertilidade com inseminação artificial depende principalmente de: alta
qualidade do sêmen; técnicas adequadas de descongelamento e inseminação;
fêmeas em boas condições de reprodução e inseminação no momento adequado do
ciclo estral.
O momento adequado da inseminação é dependente da correta
detecção do cio, sendo o melhor sinal de cio quando a fêmea se imobiliza ao
ser montada pelo macho, rufião ou outras fêmeas. Outros sinais também
podemos observar como: mugidos, inquietação, tentativas de montar e
presença de muco.
O ciclo estral é variável de acordo com a espécie
animal, sendo que em bovinos este ciclo varia de 18 a 24 dias, sendo 21
dias o tempo médio mais freqüente.
O momento ideal de inseminação é de
10 a 12 horas após a vaca aceitar monta, sendo necessário pelo menos
observar os animais duas vezes por dia (manhã e tarde).
Recomenda-se
inseminar vacas após 40 dias de paridas para que o útero tenha melhores
índices de concepção.
Existe também condições mínimas para que uma fêmea
possa transcorrer uma gestação segura, sendo para animais destinados a
exploração leiteira um peso mínimo para Jersey de 240 kg de peso vivo, 300
kg de peso vivo para mestiças e 360 kg de peso vivo para Holandesas.

Outros cuidados são importantes para o sucesso da inseminação
artificial assim como segurança dos inseminadores e produtores: Controle de
brucelose e tuberculose; Vacinação contra IBR, BVD e Leptospirose.
O
sêmen mais indicado para os produtores utilizarem em seu rebanho, são de
animais com  (1) certificação de registro de puro de origem, (2)
animais provados em testes de progênies (3) utilização de reprodutores com
facilidade de parto, (4) animais com maior número de filhos (as) de
produção conhecida, (5) adquirir sêmen de empresas idôneas de
mercado.
Hoje em dia já é possível o produtor adquirir sêmen sexado
(macho ou fêmea) porém, em sua maioria possuem menor índices de
fertilidade, são recomendados utilizar apenas em novilhas e principalmente
em épocas de clima mais ameno (inverno, primavera e
outono).
        

* Roberto
Grzbowski, médico veterinário – CRMV 5536. Telefone (42) 9104 3186.