IPI reduzido

O governo anunciou, na última segunda-feira (21), um pacote de R$ 2,7 bilhões para estimular o consumo de automóveis e a aquisição de bens de capital. O Planalto cortou impostos, liberou mais dinheiro para empréstimos e reduziu os custos de linhas de financiamento. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as medidas são resultado de um compromisso inédito assumido entre governo, setor produtor e setor financeiro.
Ficou zerado o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis de até mil cilindradas. O ministério também cobrou das montadoras o compromisso de reduzir a tabela de preços em 2,5%. Desta maneira, o valor final dos carros populares cairá cerca de 10%. Já para os modelos com motor entre mil e duas mil cilindradas, a expectativa é de que o preço final sofra redução de 7%.
A redução permanece até o fim de agosto. O governo estima que deixará de arrecadar R$ 1,2 bilhão neste período. As montadoras se comprometeram a não demitir durante a vigência do acordo. Além disso, foi fechado um acordo com os bancos, pelo qual reduzirão o valor da entrada e taxa de juros, e também alongar os prazos de pagamento. Em troca, serão liberados parte dos recursos do compulsório, que hoje as instituições têm de manter depositados no Banco Central.
O objetivo é estimular o investimento, pois o setor automotivo era o que mais enfrentava problemas na concessão de crédito. Foi decidido ainda que a  alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos para pessoas físicas passaria de 2,5% para 1,5%. Com isso, a arrecadação federal cairá cerca de R$ 900 milhões em três meses. Esse corte não tem prazo para acabar.