Laranjeirense brilha nas piscinas de Curitiba

O nado sincronizado não é um dos esportes que mais se destaca no cenário nacional. Mas nem mesmo isso espantou a jovem laranjeirense Gabriela Zys D’Angelo Ribeiro. Aos 14 anos, ela integra a equipe paranaense da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e já fez parte da conquista do segundo lugar no campeonato nacional deste ano.
O avô materno, Geraldo Zys, que mora em Laranjeiras, afirma que às vezes não acredita que a neta faz parte das quatro melhores do Paraná na modalidade. Sinto muito orgulho. Guardo todos os jornais em que ela aparece, conta.
Ele fez questão de assistir uma apresentação de Gabriela e diz que sentiu-se muito emocionado. Tinha vontade de chorar. É uma coisa incrível o que elas fazem, tudo embaixo d’água, comenta.

Começou cedo
Gabriela treina desde 2009, quando tinha apenas 10 anos de idade. Este é o seu quarto ano no esporte, para o qual começou a demonstrar interesse por influência da prima. Ela começou na equipe mirim e, aos poucos, foi se destacando e passou a integrar a adulto.
Esse é o primeiro esporte que pratica. O nado lhe deu a oportunidade de conhecer diversos lugares, como quando participou do campeonato Brasileiro de Categoria, em Brasília. Ainda este ano, a equipe participará de competições no Rio de Janeiro e em Montevidéu, no Uruguai.

Futura dentista
Além de tornar-se uma nadadora profissional, um dos planos que Gabriela tem para o futuro é fazer faculdade de odontologia. Por enquanto, ela não precisa de preocupar muito com isso, pois está no 1º ano do ensino médio e passou a estudar a noite para  poder se dedicar melhor aos treinos. Mas ela pensa em diminuir a frequência dos treinas no último ano, para se preparar para o vestibular.

Treinos e assédio
Ela conta que o local onde treinam ainda não é adequado. Mas isso não impede que se dediquem. Para jovens como ela, Gabriela deixa um mensagem: Corram atrás e não desistam, pois no começo não é fácil, não foi para mim, mas com esforço você acaba pegando o jeito.
Quanto ao assédio da mídia, ela conta que ainda é tudo muito novo, mas que gosta de ver-se em jornais impressos ou na TV. A mãe é só orgulho, a adolescente diz que ela guarda todos os jornais e depois mostra às amigas.