A luta encampada pelo Movimento Sem Terra (MST) desde a última terça-feira (18) terminou, ontem (19), com a presença do Superintendente Estadual do Incra, Nilton Bezerra Guedes. Os 300 manifestantes acamparam no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Laranjeiras do Sul.
Eles exigiam a presença de Nilton para receber e se comprometer com as reivindicações de uma pauta, elaborada pelo grupo. Um dos itens cobrados é a reestruturação e manutenção dessa unidade do Incra, a fim de fortalecer o trabalho na região e cobrar a liberação imediata da reforma agrária.
A reunião para negociação foi marcada para as 16 horas, mas iniciou por volta das 17.
Na reunião, Nilton se comprometeu a manter a unidade do Incra em Laranjeiras, mesmo com as dificuldades destacadas por ele. Há três unidades muito próximas, uma em Cascavel, uma em Francisco Beltrão e outra aqui. Outras regiões do Estado não possuem a mesma representatividade do órgão, destacou.
Outro ponto negativo, segundo Nilton, é que o governador, Beto Richa, declarou em campanha que faria a reintegração de posse de todas as terras ocupadas por assentamentos e acampamentos. Isso arruinou muitas negociações que o Incra fazia com fazendeiros do Estado, frisou.
Mesmo com esses empecilhos, o Incra se comprometeu a pagar o valor de mercado pelas terras, ressaltou Nilton.
Além do parco apoio regional ao MST, foram poucos os municípios nos quais venceram prefeitos favoráveis ao movimento. O superintendente afirmou ainda que a desapropriação da Fazenda Manasa está perto de ser aprovada.



