Duas mulheres morreram e uma ficou gravemente ferida depois de um atropelamento na madrugada de ontem, segunda-feira em Goioxim. A colisão aconteceu no Km 50 da PR 364, no perímetro urbano do município. Cirene Lemos Marcondes e Amélia Marcondes morreram no local. Janete de Fátima Cruz teve diversas fraturas e foi encaminhada para Guarapuava.
De acordo com o delegado Helder Andrade Lauria, responsável pela delegacia de Cantagalo que está cuidando do caso, um grupo de pessoas retornava de um baile no salão paroquial. Um GM/Monza, que também retornava do mesmo local, conduzido por Marciano Francisco Gomes, de 21 anos atropelou as três vítimas.
A polícia informou que o motorista do carro apresentava sinais aparentes de embriaguez. Antes de ser encaminhado para a delegacia, Marciano foi levado para o hospital para coletar uma amostra de sangue para ser periciado. Conforme Helder, Gomes será indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
DIFICULDADE NO TRABALHO
O inquérito envolvendo a morte das duas mulheres em Goioxim apresenta um empecilho ainda maior em decorrência de carências estruturais da segurança pública na região de Laranjeiras do Sul, principalmente envolvendo o trânsito. Por falha do Estado, a Polícia Civil não possui nenhum equipamento de bafômetro e a 2ª Cia da Polícia Militar, que responde por oito municípios possui apenas um aparelho. No momento, o bafômetro está em aferição sem data prevista para ser devolvido aos policiais. Na maioria dos casos, a PM conta com a boa vontade da Polícia Rodoviária Federal que disponibiliza o aparelho.
HOMICÍDIO DOLOSO
Pelo Código de Trânsito Brasileiro vigente, assumir a direção do carro com níveis de álcool acima do permitido é crime e pode provocar detenção de seis meses a três anos, multa de R$ 820 e suspensão da carteira de motorista. A taxa máxima da substância caiu de 0,08 para 0,06 miligramas por litro de sangue, o que para algumas pessoas pode ser menos do que uma lata de cerveja. Qualquer infração de trânsito cometida sob efeito de entorpecentes terá seu valor normal aumentado cinco vezes. O motorista que estiver alcoolizado e provocar a morte de alguém será indiciado por homicídio doloso (intencional).
Um caso recente que teve repercussão foi o do ex-deputado de Guarapuava Fernando Ribas Carli Filho que vai a júri popular, acusado de duplo homicídio com dolo eventual. Ele é responsabilizado pelo acidente que matou os jovens Gilmar Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20, no dia 7 de maio de 2009. Segundo exame etílico, o ex-deputado estava embriagado. Estava também estava em alta velocidade. Conforme laudo do Instituto de Criminalística, dirigia a uma velocidade entre 161 e 173 km/h.



