Ontem (31), cerca de 150 crianças de acampamentos e assentamentos da região, integrantes do grupo Luta das Crianças Sem Terrinha, se reuniram em frente à igreja Matriz Sant’Ana, em Laranjeiras do Sul, no 10º Encontro Sem Terrinha. O grupo faz parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Logo após o encontro foi feita uma marcha até o Núcleo Regional de Educação (NRE), onde as crianças entregaram uma pauta de reivindicações e participaram de uma reunião com a chefe, Rosane Baptistel. Durante a tarde, foram realizadas oficinas recreativas.
As reivindicações são sobre educação. Os pequenos protestantes João e Camila representaram o grupo. Nós precisamos de mais salas e mais alimentos, disse a menina. Falta água, vem até água suja às vezes, completou o garoto.
De acordo Rosane Baptistel, este dia foi muito importante para o esclarecimento de dúvidas com a comunidade e o movimento. Parabenizo a iniciativa das crianças em reivindicar melhorias para os problemas da escola, disse. Essa pauta já vem sendo discutida há algum tempo e muitos assuntos já estavam em andamento. Hoje foi possível resolver muitas das solicitações feitas pela comunidade escolar do assentamento, ressaltou a chefe do NRE.
Sem Terrinhas
As atividades estão sendo realizadas em todo o Paraná e têm como lema Jornada Sem Terrinha: por escola no campo e reforma agrária popular. Elas fazem parte da Jornada Nacional dos Sem Terrinha, que acontece todos os anos no mês de outubro, nos 24 estados em que o MST está presente. O objetivo é dar visibilidade à realidade das crianças nos assentamentos.
Pauta
Segundo a pauta dos Sem Terrinhas, as escolas precisam de um acompanhamento pedagógico especializado e com mais tempo, lotação de professores, atendimento da demanda por atendimento especial nas escolas itinerantes, criação de cursos técnicos, agilização no processo de implantação da Educação para Jovens e Adultos (EJA), construção de quatro salas de aula, melhorias no transporte escolar, utilização de alimentos produzidos pelo assentamento ao invés de comida enlatada, construção de um novo poço artesiano para resolver problemas de falta de água e instalação de uma linha de telefone.



