“Na mesma moeda”

ue vários clientes vão abastecer em combustível nos principais postos de Laranjeiras do Sul, durante carreata nesta quarta feira (11), a partir das 18 horas, saindo da Matriz. O movimento Na mesma Moeda é uma ação da sociedade contra o preço abusivo do combustível.
Desde o começo do ano, o preço do combustível subiu 35% em todo o País, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em Laranjeiras do Sul, segundo levantamento do Jornal Correio, a gasolina estava custando R$ 2,93 na última semana.
Um dos líderes da manifestação, Adriano José de Ramos Farlandes, enfatiza que o protesto nesta quarta-feira tem como principal meta atingir os donos dos postos na mesma moeda: pagando tributos. Cada um vai abastecer apenas 50 centavos e pedir a nota fiscal. Vão sentir no bolso o quanto pesa o pagamento de tributos, afirma.
A carreata será filmada e divulgada em canais da internet, como o youtube, até chegar aos políticos. Farlandes chama a atenção dos jovens, para que participem do ato. Na ditadura, eles foram os principais articuladores. Temos que lutar’’, destacou. Ele também convida as mulheres para engajarem-se ao protesto. Elas lutaram pelos seus direitos e agora estão caladas, conclama.
A intenção do movimento Na mesma moeda é tornar o custo desse abastecimento mais alto que o lucro que o posto teria com a venda do combustível. Nos outros Estados, já deu resultado. Foram mais de 100 carros, informam os organizadores. E aqui se o preço não diminuir, vai aumentar o movimento, até toda população se conscientizar, anuncia.
De acordo com o outro líder da manifestação, Claudemir da Silva, realmente há necessidade de protesto contra os preços abusivos. Já que o Governo e as empresas do setor não se mobilizam para encontrar alternativas que resolvam o problema. A indignação da população pode pressionar para que sejam tomadas medidas que gerem resultados a curto prazo, destacou.

TENDÊNCIA É BAIXAR
Para o economista Luis Claudio Krajevski, a tendência é que o preço baixe a partir de agora, com o início da safra. Esse era o principal motivo da elevação do preço da gasolina, pois contem o etanol, explica. O governo também estuda a possibilidade de aumentar a participação da Petrobras na produção de etanol. Hoje é de 5% mas pode chegar a 15%. Aumentando essa participação do Estado, ajuda a segurar os preços, completa.
Entre os fatores apontados para a elevação dos preços dos combustíveis estão a instabilidade do mercado internacional e a redução da oferta. Contudo, mesmo assim, na opinião do economista, o governo poderia ter reduzido a carga tributária. Deveria agir antes. Não esperar chegar onde chegou para tomar uma medida, alerta.
No Paraná, outro agravante para a elevação dos preços, segundo ele, é o aumento da alíquota do ICMS no governo Beto Richa. Passou de 26% (no governo Requião) para 28%, neste ano.