“Não vou vender um sonho, vou vender uma realidade”, diz Dunga

Ele
está de volta. Após quatro anos, a Confederação Brasileira de
Futebol confirmou o retorno de Dunga ao comando da Seleção
Brasileira em coletiva realizada no Rio de Janeiro, sede da entidade.

O
capitão do Tetra foi apresentado pelo presidente José Maria Marin e
pelo coordenador-geral de seleções, Gilmar Rinaldi. Andrey Lopes,
com quem trabalhou no Internacional, será o seu auxiliar. A primeira
convocação irá acontecer no final de agosto ou no início de
setembro. O treinador irá chamar os atletas para os duelos contra
Colômbia e Equador, ambos nos Estados Unidos.

Em
sua primeira passagem, Dunga acumulou ótimos números. Dos 60 jogos,
venceu 42, empatou 12 e perdeu 6, o que resulta em um aproveitamento
de 76,6%. No período, foram 127 gols marcados e 41 sofridos.
Conquistou a Copa América em 2007 e a Copa das Confederações em
2009, além de terminar as eliminatórias para a Copa de 2010 na
primeira colocação.

A
Seleção tinha como característica principal, a eficiência nos
contra golpes. Desta forma castigou todas as seleções que se
aventuraram a tomar a iniciativa, tanto que conseguiu resultados
impressionantes, como vitórias por 3 a 0 sobre o Chile, 3 a 1 sobre
a Argentina e 4 a 0 sobre o Uruguai, todas fora de casa.

Dunga
deu sinais de que irá reaproveitar algumas coisas do trabalho
deixado por Luiz Felipe Scolari e diz que repensou certas atitudes do
passado. Não precisamos fazer dessa Copa do Mundo ‘terra
arrasada’. Há coisas que podem ficar. A gente viu que é importante
o talento, mas o planejamento também é, comentou.

Entre
2006 e 2010, o técnico convocou 85 jogadores diferentes. Gilberto
Silva (54), Robinho (53), Maicon (51) e Elano (43), lideram a lista
dos que mais foram chamados pelo gaúcho.