Oito passos para se livrar das dívidas em 2009

Presentes de Natal, roupa nova para o ano novo, viagem de férias, IPVA,
IPTU, matrícula da escola dos filhos, material escolar, reservas para o
carnaval… O primeiro mês de 2009 ainda nem acabou e muita gente já está
atolada em dívidas. Para se ver livre das indesejadas de uma vez por
todas, veja as dicas a seguir.
De acordo com o professor coordenador do curso de economia da Fundação
Armando Álvares Penteado, José Geraldo Soares Melo, a primeira providência
a tomar é fazer uma lista com todas as dívidas, para ter clareza do quanto
e em que a pessoa está devendo.
Feito isso, o próximo e segundo passo é verificar a carga de juros que
incide sobre cada débito. “Muitas vezes, as pessoas pagam em juros mais
da metade ou o dobro do valor daquilo que comprou. Calcular os juros,
especialmente antes das compras, é uma atitude que deve se tornar
hábito”, argumenta o professor.
Pagamento
Assim que tomar ciência de tudo o que deve, a terceira medida é partir
para a renegociação. Melo alerta que, na intenção de receber o montante
devido, grande parte dos credores renegociam os juros, o que pode
significar uma redução de até 50%.
A partir daí, no quarto passo, o endividado deve tomar uma decisão muito
importante: procurar uma linha de crédito com juros menores do que os das
contas que ele já está pagando e assim substituir várias dívidas por uma.
Contudo, diz ele, esta não é uma tarefa fácil.
Além disso, o endividado pode optar pela venda de um bem, como um carro,
por exemplo, para quitar os débitos e financiar outro com juros bem
menores, o que, segundo o professor, é o mais indicado.
Ou ainda, na impossibilidade das duas alternativas anteriores, fazer uma
readequação do orçamento e ir se livrando das dívidas aos poucos,
priorizando aquelas com juros maiores e as essenciais (contas de água,
luz, entre outras).
Pagou? E agora?
Bom, a partir do momento que a pessoa está conseguindo honrar seus
compromissos ou mesmo quitou totalmente os seus débitos, vem o quinto e
mais importante passo: tomar consciência do seu real padrão
socioeconômico.
“Em primeiro lugar, a pessoa tem que entender que ela gasta mais que sua
renda. Então, ela deve se reestruturar e passar a ter um padrão de vida
condizente com o seu orçamento, cortando os gastos excessivos e
substituindo serviços e produtos, quando necessário”, diz o professor.

Neste sentido, Melo ainda aconselha que a pessoa tome três
providências:
• Faça um orçamento doméstico. Anote todo e qualquer gasto. Saber para
onde está indo o seu dinheiro é muito importante para entender o que é
supérfluo ou não;
• Não compre nada a prazo. Poupe e pague à vista. Os juros das compras
parceladas são altos e, na maioria das vezes, o valor total a prazo daria
para comprar dois produtos à vista;
• Resista às tentações. Compras por impulso são um veneno para o orçamento
doméstico. “Se der vontade de comprar, pare, respire e só compre depois de
três dias. Se for algo que a pessoa não precisa, ela se esquecerá do objeto
desejado antes deste período”, diz o professor.

Fonte: UOL Economia.