O Paraná deve voltar a ser o maior produtor brasileiro de grãos, com produção de 29 milhões de toneladas. A previsão da safra 2010 foi divulgada, ontem (quinta-feira, 7), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Se a previsão se confirmar, o Estado será responsável por 20% da produção nacional, prevista para 140 milhões de toneladas. Historicamente, somos o maior produtor, mas ano passado tivemos problemas climáticos e perdemos para Mato Grosso. Em 2010, a expectativa é de voltarmos ao normal, explicou o engenheiro agrônomo Otmar Hubner, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
No ano passado, o Paraná sofreu com seca severa durante a safra de verão e muita chuva durante a colheita do trigo, o que reduziu a produção para 24 milhões de toneladas, contra 28 milhões de Mato Grosso. Neste ano, espera-se que a colheita paranaense aumente 16,5%.
Soja
Entre os produtos com maior crescimento no Estado, o destaque é a soja, com expectativa de colheita 40% maior. A área plantada cresceu, o clima vem ajudando e, além disso, o preço está bom, resumiu Hubner. Os agricultores paranaenses deverão colher, em 2010, 13 milhões de toneladas do produto, segundo o IBGE.
Quanto à participação nacional, o Paraná deverá manter sua liderança histórica como maior produtor de feijão e milho. Apesar da área de feijão plantado nesta safra ter sido 11% menor, a produção deverá aumentar 29% em relação a 2009, ano da quebra da safra. O Estado vai responder por 27% da colheita do produto no Brasil.
A colheita de milho deverá ser 2,1% menor que no ano passado.
Apesar dessa previsão, o Paraná continua líder, com 19,6% na participação nacional. Como o preço não está bom, alguns agricultores trocaram o milho pela soja, explicou Hubner.
Bons números também estão previstos para o café, em que o prognóstico do IBGE mostra crescimento de 45% na produção. Os produtores deverão colher 126 mil quilos do grão, o que fará com que o Paraná responda por 4,5 % da produção nacional.



