O preço do combustível em Laranjeiras do Sul – e em todo o País – não está agradando os consumidores. De acordo com o supervisor geral do Auto Posto Rinaldi, Antônio Valdecir Rocha, desde o início do ano até este mês, o preço da gasolina subiu 11%, e ainda tem possibilidades de novo reajuste. É obrigatório na gasolina ter 25% de álcool anidro e é esse álcool que está cada vez mais caro, justificou.
Segundo a proprietária do Auto Posto Lalaco, Maria Odete Lipski, desde o mês de janeiro até esta semana, o preço subiu em média 8,47% o que acarretou redução no movimento do posto. E comparando o valor do álcool e da gasolina, os consumidores estão optando mais pela gasolina, destacou.
A alta no preço dos combustíveis deve influenciar toda a economia. De acordo com o empresário do ramo de autoescola, João Carlos Bavaresco, o preço elevado complica a vida do consumidor. Precisamos abastecer todo dia, mas não é só isso. Mesmo quem não possui um automóvel sai prejudicado. Provavelmente vai subir os valores das CNH’s, opinou.
IMPORTAÇÃO
Dados da balança comercial parecem mostrar que a produção nacional de combustíveis não tem sido suficiente para abastecer a frota brasileira e com isso, a importação do produto tem aumentado. Só em abril, segundo os dados da balança, a importação de combustíveis cresceu 31,4% comparada com a de março.
Em fevereiro, a Petrobras anunciou que iria importar o produto diante do aumento da demanda, consequência da redução da oferta de etanol no mercado e também da redução, em termos percentuais, da mistura de etanol anidro à gasolina.
O aumento da gasolina, contudo, não tem a ver com o crescimento das importações, segundo o professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) Mauricio Canêdo. Para ele, a alta está ligada ao preço do álcool, que compõe até 25% da gasolina vendida nos postos.



