Neste final de semana o setor policial em Laranjeiras do Sul
não chamou a atenção pela gravidade de um crime em especial, mas pela
quantidade de ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres
registradas.
Três casos registrados somente no sábado, davam conta de
companheiros ou ex-companheiros agredindo mulheres. Além disso, no domingo, uma
mulher sofreu violência do próprio irmão.
Segundo o delegado adjunto da 2ª Subdivisão Policial de
Laranjeiras do Sul, Helder Lauria, a delegacia possui 81 inquéritos instaurados
de Maria da Penha de 2013. Ele explica que estes são os casos em que há um
processo judicial, no entanto, muitas das ocorrências e flagrantes acabam não
tendo prosseguimento na justiça, o que impossibilita o levantamento.
Acredito que esse número chega a ser três vezes maior, pois
muitas mulheres acabam não fazendo a representação contra esse agressor,
afirma.
Segundo o delegado, apesar dos altos números registrados na
região, este não é um problema isolado, mas nacional. Os crimes relacionados à
Lei Maria da Penha representam a maioria das ocorrências de flagrante, diz.
O delegado explica que hoje em dia, quando há casos de lesão
corporal, não é mais preciso a representação da vítima. Quando a polícia toma
conhecimento já é instaurado o inquérito. Mas outros casos, como ameaça, dano,
injúria, calúnia e difamação ainda dependem de representação, finaliza.
No ano passado, em relação a 2012, os casos de violência
contra a mulher haviam aumentado 12,5% somente até o mês de outubro.



