Olho no lance!, diria o locutor Sílvio Luiz. 16 de
abril é a data em que se comemora a voz. Quem fala sobre isso são pessoas que
entendem e muito do assunto.
Radialistas explicam como é viver e cuidar dessa
ferramenta de trabalho. João Gurtat Neto ressalta que é muito prazeroso poder
usá-la como profissão. É algo diferente, em relação a outros serviços. Você
usa algo que é seu para trabalhar, por isso é tão importante cuidar, afirma.
Outro fator que encanta o comunicador é a simplicidade
e expectativa que os ouvintes criam. É muito bom ver as pessoas admiradas
conosco na rua. ‘Não imaginava que você era assim, pensava que era diferente’
ou ‘reconheci você só pela voz’. Esse ainda é o diferencial que mais me fascina
na profissão, enfatiza Gurtat Neto.
Afinidade
Ele complementa que é fundamental haver uma boa
relação e conexão entre o radialista e o operador de áudio. Os dois tem que
estar ligados para o que está acontecendo. Por mais que os microfones tenham
botão de ligar e desligar, as vezes acontece imprevistos, diz lembrando de
quando acabou tossindo no ar. Pedi desculpas depois, acrescenta.
Rádio
Segundo Gurtat Neto hoje o rádio não tem as mesmas
exigências de voz que havia dez anos atrás. Antes de você não tivesse um tipo
de voz, não poderia apresentar jornais, mas poderia fazer um programa mas
popular, explica.
Agora, ele acredita que seja preciso ter boa dicção,
interpretação, saber tonalizar a voz para uma notícia trágica, cômica, por
exemplo e principalmente saber improvisar. Essa é uma necessidade básica. De
uma hora para outra o cenário que você está apresentando pode mudar e você
precisa passar a nova impressão, completa.
A voz
Para manter a boa performance no ar, ele evita coisas
geladas ou muito quentes. Em meias-estações é muito comum pegar resfriados.
Cuido da alimentação também, com alimentos benéficos para as cordas vocais. É
cuidar da profissão e da saúde, assegura.
Já o colega Plácido Damiani afirma não ter vícios e
evitar gelados também. Não fumo nem bebo. Nada de álcool também. Fico meio
atento, a gripe sempre ataca minha garganta, salienta.
Quanto ao aquecimento antes de começar a programação,
fazem mistério. Tem umas coisas estranhas, brinca Gurtat Neto.



