A secretaria municipal de Educação de Quedas do Iguaçu promoveu o retorno dos educadores para o ano letivo de 2013, com uma semana pedagógica considerada de alto nível, com palestrantes de Guarapuava, Curitiba e Brasília. Eles debateram temas como educação inclusiva, letramento, ética, relações no trabalho, alfabetização e motivação. O secretário de Educação, Edimir Kozak, que está no cargo há cinco meses, destacou que foram seis palestrantes com mestrado e doutorado. O objetivo era envolver o educador cada vez mais, motivando-o na aplicação para tornar as aulas atrativas aos alunos. A cada ano, o quadro de diferentes técnicas pedagógicas para alunos se renova e é necessário criar atrativos, explorando o seu potencial e colaborando na formação intelectual de cada um, avaliou. O secretário também ressaltou que pretende implantar uma forma diferente de organização no setor educacional municipal, fazendo com que todas as escolas estejam no mesmo nível de material pedagógico, didático, estrutural e de informática. Precisamos dar todas as condições para que os educadores tenham seus direitos respeitados e atendidos. Mas, para isso, precisamos focar em alguns programas específicos de capacitação, frisou Edimir.
Educação Inclusiva
A professora Regiane Banzzatto Bergamo é pedagoga, mestre em educação, professora do curso de pedagogia e da pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva, na Faculdade Internacional de Curitiba (Facinter). Na sua mensagem apresentou tema Educação Inclusiva: O que faço agora. Ela destacou que a educação inclusiva deve oportunizar o acesso do aluno aos conhecimentos científicos e culturais. Para isso, as instituições de ensino precisam estar preparadas, com educadores que tenham a visão de promover de forma significativa o acolhimento dos alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), oferecendo ambiente de avaliações flexíveis, tendo como foco a formação. As diferenças intelectuais dos alunos nas escolas regulares são algumas das dificuldades para o educador aplicar o aprendizado no dia a dia, avalia a educadora. Segundo ela, não basta somente o acesso e permanência de pessoas com deficiências nas escolas. É preciso avaliar cada estudante, procurando explorar o potencial de cada um. Dessa forma, vamos ajudá-los na formação intelectual, comentou.
Letramento e alfabetização
As educadoras Isabella Carpaneda e Angiolina Bragança são autoras de algumas obras literárias e pedagógicas. Vieram de Brasília para o lançamento do livro Girassol: saberes e fazeres do campo, na semana pedagógica quedense. Elas trabalham com a coleção Girassol Língua Portuguesa, que possui quatro unidades temáticas com dois capítulos. Além disso, a obra considera a riqueza da tradição oral presente no ambiente campesino, trabalha temas atuais ligados ao campo e traz uma grande variedade de gêneros textuais. Falando com exclusividade ao Diário Correio do Povo do Paraná, Isabella agradeceu o convite da secretaria de Educação, comentando que trouxeram aos educadores temas como a produção textual. Além de o que fazer com os textos dos alunos antes, durante e após os trabalhos realizados em sala de aula. Mostramos a importância da reescrita na produção textual, que as crianças trabalhem a linguagem do texto, explicou. Ela comentou da evolução tecnológica no dia a dia das crianças e de que forma fazer com elas tenham uma atenção voltada à aula. Para que o aluno escreva e se dedique de verdade é preciso que entenda que alguém vai ler o seu texto. Por isso a importância da publicação em mural da escola, na biblioteca, informativos e até em jornais, disse. Carpaneda parabenizou a estrutura educacional de Quedas do Iguaçu, com a presença da internet grátis para população, laboratório tecnológico aos educadores e salas de informática nas escolas.
Ética e relação no trabalho
O doutor e professor Mario Cunha Alencastro, da Faculdade Internacional de Curitiba (Facinter), falou sobre a ética na relação do trabalho. Neste bate-papo com os educadores nós comentamos que em sala de aula se fala muito em português e matemática. Mas também precisamos criar nos alunos o senso crítico nos temas relacionados ao nosso dia a dia, argumentou, avaliando que o país não vive uma crise de valores e sim uma confusão de valores. Temos situações de valores e comportamentos que precisamos saber lidar com as crianças. Por isso a importância o preparo do professor para diversas situações, frisou. Ao falar de valores e comportamento, Mário Cunha se refere a questões políticas, comportamento sexual, preconceito e racismo.



