Sinfonia fora dos padrões

Com uma mistura de gêneros musicais e um estilo que foge dos padrões, a banda gaúcha Anjos do Hanngar, que se apresenta dia 2 em Laranjeiras do Sul, vem conquistando fãs de todas as idades, principalmente no sul do Brasil.
E nessa edição, o Jornal Correio traz para você uma entrevista exclusiva com o vocalista do grupo, D. Marco. Entre outras coisas, ele destacou o ‘dom’ que possui e também como surgiu essa banda. Confira:

JCPP – Como você e os demais integrantes da banda se conheceram? Alguns já eram amigos há mais tempo ou foi somente por causa do ‘Anjos’?
D. Marco – Não, não nos conhecíamos. Em 1999 eu havia acabado de me separar do Hangar XVIII, banda que permaneci desde 97 como vocalista/tecladista. Após a separação conheci nosso atual empresário, Nelso Bergmann. Eu possuía planos de um trabalho solo. Consequentemente através do Nelso conheci Victor, o baterista e também filho dele. Começamos a improvisar ensaios em dupla com um repertório que seria meu primeiro trabalho solo. Após isso, fiz um contato com Robson (guitarrista) que trouxe o irmão Ramão (baixista) e desde então, no ano de 2000 formou-se a banda. O repertório que seria um trabalho solo, tornou-se o primeiro CD da banda, gravado nesse mesmo ano: o álbum verde intitulado apenas Hanngar.

JCPP – Qual a definição do nome ‘Anjos do Hanngar’, como surgiu e quem teve a ideia?
D. Marco – Anjos do Hanngar surgiu para dar uma referência ao Hangar XVIII e às canções gravadas naquela época (Trilha do Sol, Vício, Bolero, Estrela Guia), que são de minha autoria. A princípio usamos ‘Hanngar’, mas não podíamos permanecer com este nome, pois já existia uma banda de metal chamada ‘Hangar’. Optamos, então, por acrescentar ‘Anjos’ devido a própria temática das músicas: amor, sentimentos, religiosidade, etc.

JCPP – Vocês possuem um estilo ‘fora do padrões’. Qual a sua definição para isso?
D. Marco – Isso se deve a minha escola musical, que foi o bar (fui músico de bar e tive acesso a vários estilos, desde o rock e suas vertentes até MPB), a efervescência cultural dos anos 80 e estilos variados como o new wave, a surf music, o punk rock e as bandas da época que se sobressaíram, como o Legião Urbana e o U2. Tudo isso junto me serviu como influência na forma de tocar e compor.

JCPP – Segundo algumas informações, você canta em dois tons vocais (grave e agudo). Como isso é possível? Já fez alguma cirurgia?
D. Marco – Nem cirurgia nem hormônios, como dizem os boatos. Apenas dedo de Deus. Presente e dom. Agradeço todo o santo dia por isso.

JCPP – A banda está participando da Garagem do Faustão. Como está a popularidade em tal atração?
D. Marco – Os votos e os comentários estão de bom tamanho, já passaram de 300. Acredito que deva acontecer algo. Tenho fé nisso e torcida não falta.

JCPP – Existe uma música que você considera a preferida ou que defina o grupo?
D. Marco – Minha favorita particularmente é ‘Sinfonia’, mas ‘Flor de estação’, classifico como um hino que define nosso sentimento pelos fãs e vice versa.