“Sou o único ficha-limpa”

O atual prefeito de Quedas do Iguaçu,
Gelmar Chmiel, recebeu nossa equipe
esta semana em sua residência para apresentar suas propostas à reeleição.
Chmiel veio do Rio Grande do Sul com cinco anos de idade, quando Quedas
do
Iguaçu ainda se chamava Campo Novo. Na comunidade, iniciou sua vida como
borracheiro e lavador, casou muito novo com sua esposa Clari, com quem
tem
três filhos e quatro netos. Comerciante do ramo de combustíveis, entrou
na
política há 16 anos, como vereador duas vezes eleito, foi vice-prefeito e
agora busca o segundo mandato como prefeito. A meta, é deixar sua marca
no
município, com melhorias visando o progresso. Confira:

Jornal Correio do Povo do Paraná – Por
que o senhor merece ser
reeleito?


Gelmar Chmiel –
Pelas obras que fizemos e pelos vários projetos
que
temos
há longo prazo que já estão em fase de execução. Temos que continuar para
dar essa contribuição para nosso município. Fizemos várias obras em
setores
como saúde, geração de empregos, educação e secretaria de obras.
Inclusive
em nosso mandato assumimos o maior assentamento do Brasil onde estão mil
família e tivemos que ter um trabalho redobrado pois o município aumentou
em 50%. Achamos então essa viabilidade, e temos ainda o governador
Requião
por mais dois anos e meio e o presidente Lula. Então acredito que é justo
continuarmos na prefeitura.

Jornal Correio – Entre os 25
municípios
da região, Quedas só perdia para
Cascavel no índice de mortalidade infantil. Que programa o senhor
implantou
que mudou essa realidade?


Gelmar Chmiel –
Trabalhamos firmemente no combate da mortalidade
infantil
onde conseguimos reduzir este número praticamente à zero. Eu fico
contente
com isso, porque implantamos já no início de nosso mandato dois programas
do PSF com atuação em cada bairro, contratamos agentes de saúde e da
dengue
e colocamos esses profissionais para trabalharem na rua. Na época
tínhamos
sete médicos e hoje temos 14. Dentistas tínhamos cinco e hoje temos nove,
além de enfermeiras de alto padrão. Melhoramos na saúde com a contratação
deste pessoal treinado e médicos.


Jornal Correio – Então a saúde foi o setor que mais se destacou?


Gelmar Chmiel
– Em todos os setores trabalhamos bastante, mas na
saúde,
especialmente, iniciamos uma reforma na casa de Curitiba, as ambulâncias
estavam precárias quando assumimos, hoje temos UTI Móvel com todo o
equipamento dentro para salvar vidas. Os municípios da região estão até
com
inveja porque aqui na região só Cascavel tem esse veículo. Também temos o
odontomóvel que é um ônibus acoplado para serviço dentário que tem um
dentista, uma enfermeira e um médico, que faz um trabalho em todas as
comunidades e os bairros. Ele fica cerca de 15 dias em cada comunidade
para
levar a saúde mais próxima do cidadão, arrumando dentes e prevenindo
doenças nas comunidades.
Mas ainda temos um grande sonho, e por isso precisamos continuar.
Queremos
iniciar o Centro de Atendimento da mulher gestante com a criança, uma
obra
em parceria com o Governo do Estado que já iniciou na Entre Vilas próximo
ao Alto Recreio. Através desta obra atenderemos as mães e desde o feto
até
o nascimento o bebê terá acompanhamento com ultra-som, equipamentos
modernos que possibilitam atendimento em nossa cidade, sem precisar ir à
Cascavel.
Além disso, temos o velho sonho que é o hospital. O município já adquiriu
o terreno, tentamos na época terminar aquele antigo e não foi possível
devido a Organização Mundial da Saúde não poder participar da
concorrência.
O governo teve que abolir este projeto, mas adquirimos um novo terreno e
temos a palavra do governador empenhada por isso, os projetos estão em
fase
de execução final e iniciará a obra no ano que vem.


Jornal Correio – Os seus adversários questionam que o senhor só está
fazendo obras nesta época. O que o senhor tem a dizer sobre
isso?


Gelmar Chmiel –
Quando se assume, primeiro é preciso pôr a casa em
ordem e
com o tempo também vai se aprendendo muita coisa. Mas na maioria das
situações os projetos são muito morosos, a burocracia é muito grande.
Hoje
temos o projeto da avenida que está iniciando e tem prazo para conclusão
até o final do ano. Eu gostaria que estivesse pronta há muito tempo, mas
estamos trabalhando neste projeto há um ano e meio. Mas apesar disso,
temos
uma grande quantidade de obras. Essa readequação da avenida, o
mini-terminal urbano que inicia nesta semana, o pavilhão de 1500 metros
para o Parque de Exposições, barracões para geração de empresas e o maior
programa de pavimentação asfáltica dos bairros e centro. No setor social,
implantamos 300 módulos sanitários para atender as pessoas carentes.
Distribuímos só no último ano mais de 6 mil cestas de alimentos para
desempregados, carentes e assentados. Temos também o maior programa de
distribuição de brinquedos, fazendo a alegria das crianças no Natal.

Jornal Correio – O seu slogam é
Quedas
não pode parar. Isso significa
continuar tudo como está, ou pretende fazer alguma mudança?


Gelmar Chmiel
– Fizemos um trabalho bom e por isso esse é nosso
slogam,
porque queremos dar sequência. Sou o único candidato com ficha limpa e
por
isso precisamos continuar. Outros setores precisamos melhorar, como na
secretaria de Administração, onde vamos trocar o comando. Na secretaria
de
Obras, vamos dividí-la em três setores: um secretário irá cuidar da
cidade,
outro do interior e o terceiro ficará responsável pelo assentamento. Onde
não houve o respeito merecido vamos fazer alterações para que Quedas
continue se desenvolvendo e sendo o município que mais progrede na
região.

Jornal Correio – Para o segundo
mandato
o vice escolhido é o Tureta. Qual
a vantagem desta parceria?


Gelmar Chmiel
– Ele é um sindicalista da área rural e teve grande
importância na conquista de benefícios aos agricultores como a
aposentadoria. Ele fez um grande trabalho com atendimento à população.
Além
disso, ele é um agricultor. O compromisso é que além dele ser o vice, vai
cuidar da habitação rural. Serão casas com subsídios do governo estadual,
onde há 50 projetos em andamento.