Já pensou se daqui oito anos, Laranjeiras do Sul tiver uma pessoa formada em uma das principais companhias de balé e ópera do mundo? E já pensou se este profissional puder coordenar as atividades do Centro Cultural de Laranjeiras do Sul? Este é o sonho do vovô João Palhano. O neto dele, Harrison Penteado, hoje com nove anos, é o único candidato do Paraná aprovado no teste do Teatro Bolshoi, de Joinville. Pode vir até a comandar o ‘elefante branco’ de Laranjeiras, acredita. O Teatro Bolshoi, que tem uma única filial no mundo todo (em Joinville), é considerado patrimônio cultural da humanidade pela ONU e Unesco. Bolshoi, que em russo significa grande, foi fundado em 1776. Atualmente é conhecido como cartão postal de Moscou, capital da Rússia. E no Brasil, o ideal é o mesmo da Escola Coreográfica de Moscou: proporcionar formação e cultura por meio do ensino da dança, para que seus alunos tornem-se protagonistas da sociedade.Antes de fazer a matrícula, esta semana, o pequeno bailarino visitou o Jornal Correio, acompanhado do avô e de sua mãe, Jociane Palhano. Quem sabe ele já não vai se apresentar nas Olimpíadas do Brasil, em 2016, sonha o avô. Todas essas possibilidades existem. Mas antes disso, Harrison terá que cursar oito anos para sair de Joinville um bailarino formado. A caminhada de Harrison está apenas começando. Depois de passar no exame médico e fisioterápico, teste artístico, musical e cognitivo ele agora tem que vencer mais uma etapa: se manter na Escola. O menino vai concorrer a uma bolsa de estudos, porém se ele não conseguir a bolsa, a família deve ir atrás de patrocínio. A empresa que fizer doações relacionadas a projetos culturais, esportivos e a fundos ligados à criança e ao adolescente podem ser deduzidas do imposto de renda. A dedução pode chegar até a 6% do imposto devido. Segundo o avô, ele precisa de R$ 20 mil por ano, para custear os estudos, roupa, transporte, alimentação e uniformes. Ele só vai para casa dormir. Fará balé em um turno e no outro vai estudar, explica a mãe, Jociane.
CONQUISTAHarrison foi o único menino do Paraná a conseguir uma vaga, das 20 que a escola do teatro Bolshoi havia disponibilizado para 2011. Do total de vagas, 15 estavam reservadas para Joinville e o restante para o resto do mundo. Tinha até candidatos do Uruguai, lembra a mãe, Jociane. No total, ele disputou com aproximadamente 120 concorrentes.



