Certamente alguém já se deparou com algum cabeludo de dreads na beira da praia, em alguma calçada, feira alternativa ou em lugares inóspitos, vendendo artesanato. Apesar do visual a ideologia seguida pelos hippies ainda é aquela de paz, amor e não violência, tão difundido no auge da cultura dos anos 60.
Uma família formada por laços de amizade esteve por esses dias visitando Laranjeiras do Sul. O brasileiro Gemerson, os argentinos Leonardo, Alan e Guilherme e o peruano Daniel, sem esquecer da nova integrante argentina Julia Roberta Shinsshal de las Pulgas, a mascote que acompanha o grupo há seis meses.
A escolha de viver de maneira humilde, tirando da arte seu sustento, ter uma vida mais ligada a valores humanos e espirituais, longe da correria da vida moderna são os motivos unanimes do grupo pela escolha da vida alternativa que levam.
O sustento do grupo vem da venda dos artesanatos produzidos com arame, alicate, sementes, pedras, bambu, elástico e couro, além dos malabares e dreads que eles fazem. Todo mundo faz dinheiro para todos aqui. O que é de um é de todos, diz Gemerson.
Há algum tempo já sem ver a família, a internet é aliada do grupo. De vez em quando troco uma ideia com a minha mãe que está em Minas Gerais, conta Gemerson.
Sem permanecer muito tempo no mesmo lugar, eles viajam de uma cidade para outra de ônibus, carona, caminhão e as vezes a pé mesmo. Ficam na casa de amigos, dormem em barracas e muitas vezes o teto é o céu estrelado. Somos artesãos, levamos uma vida de libertação e é essa vida que vamos levar para sempre. Somos muito felizes assim, conclui.



