Projeto da tilápia em Itaipu avança e estudo chega ao Itamaraty
A implantação do cultivo de tilápia no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu avançou com a entrega de estudos técnicos ao Ministério das Relações Exteriores. O material reúne análises ambientais, econômicas e operacionais que devem embasar tratativas diplomáticas entre Brasil e Paraguai para viabilizar a atividade em escala comercial.
Os documentos foram elaborados pela Itaipu Binacional e apresentam recomendações para a possível introdução da espécie, considerada exótica, no lago da usina. O envio ao Itamaraty faz parte do processo de revisão de regras previstas em acordos entre os dois países, que ainda limitam a criação do peixe no reservatório.
Avaliação técnica e ambiental
Os estudos analisam riscos e oportunidades relacionados à produção. Entre os pontos avaliados estão o controle sanitário, impactos sobre espécies nativas e diretrizes para o manejo sustentável. O material também reúne dados sobre a capacidade produtiva e o potencial de geração de renda e empregos na região.
Segundo a Itaipu, as análises indicam que a atividade pode ser desenvolvida desde que sejam adotadas medidas de monitoramento ambiental e regras específicas para instalação de estruturas de cultivo.
Próximos passos diplomáticos
A entrega dos relatórios ao governo brasileiro integra um processo que envolve negociações bilaterais. A iniciativa ganhou força após o Paraguai aprovar legislação que permite o cultivo de espécies exóticas em corpos d’água, o que abriu caminho para o debate sobre a produção no lago compartilhado.
Caso haja acordo entre os países, a tilapicultura poderá ampliar a produção nacional de pescado e criar um novo polo aquícola na região de influência da usina. A Itaipu informou que continuará participando das discussões técnicas e institucionais relacionadas ao projeto.



