Relação entre Brasil e China vai crescer nos próximos anos, diz Zeca Dirceu

No ano passado, o país oriental importou mais de US$ 89,7 bilhões em produtos brasileiros e exportou quase US$ 60,7 bilhões para o mercado nacional

O deputado federal Zeca Dirceu (PT) destacou na última sexta-feira (20), que a relação do Brasil com a China será ampliada nos próximos anos e voltada, principalmente, às exportações de produtos brasileiros e investimentos chineses em projetos de infraestrutura no país. “Representar o Paraná e o Brasil, sob a liderança do presidente Lula, percorrer o mundo mostrando o potencial econômico do país, buscando comércio exterior, compradores dos produtos brasileiros para gerar emprego e renda, é uma tarefa que quero continuar me dedicando cada vez mais”, disse o líder do PT na Câmara dos Deputados após encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

Zeca Dirceu integrou a delegação de deputados brasileiros em visita à China para intercâmbio com dirigentes estatais e parlamentares do país asiático. “Tivemos conversas produtivas, onde ficou evidente o quanto o Brasil é reconhecido como um país extremamente importante e o quanto o presidente Lula tem, nas palavras do próprio Xi Jinping, tem carisma, atenção e uma confiança muito grande por parte da China”, disse.

Os números de Brasil e China, segundo Zeca Dirceu, são muito bons e vão aumentar nos próximos. Em 2022, a China importou mais de US$ 89,7 bilhões em produtos brasileiros, especialmente soja e minérios, e exportou quase US$ 60,7 bilhões para o mercado nacional. O volume comercializado, US$ 150,4 bilhões, cresceu 21 vezes desde a primeira visita de Lula ao país, em 2004.

Investimentos

“Os resultados desta viagem e da viagem do presidente Lula em abril, com certeza já começam a aparecer e vão repercutir nas indústrias, nas empresas, no agro, no desenvolvimento do Brasil que tem na China o seu maior parceiro disparado do ponto de vista comercial e também de relações de amizade e relações políticas”, completa o deputado.

Zeca Dirceu acompanhou Lula na viagem de abril e lembrou  que o governo chinês, por exemplo, liberou a compra de proteínas de frango e gado de Cruzeiro do Oeste e de Umuarama. Lula e Xi Jinping assinaram mais de 15 acordos bilaterais – fora os acertados entre empresas brasileiras e chinesas – principalmente nas áreas de desenvolvimento de tecnologias, intercâmbio de conteúdos de comunicação  e ampliação das relações comerciais.

Em Pequim, os brasileiros participaram do Fórum Cinturão e Rota, programa internacional de investimento em infraestrutura da China, do qual o Brasil oficialmente não faz parte, e que completou 10 anos. Os deputados também visitaram duas empresas, uma de importação de soja brasileira e uma de produção de energia.

Líder chinês

Segundo a Agência de Notícias da Câmara dos Deputados, Xi Jinping disse que a China e o Brasil são os dois maiores países em desenvolvimento dos hemisférios oriental e ocidental com influência global.

O Fórum Cinturão e Rota é altamente compatível com a reindustrialização e o Novo PAC, disse o líder chinês, acrescentando que os dois lados devem trabalhar para facilitar seu respectivo processo de modernização.

Xi Jinping disse que a China apoia o Brasil na realização da cúpula do G-20 no próximo ano, bem como da conferência da ONU sobre mudanças climáticas em 2025, e está disposta a fortalecer a coordenação e a cooperação com o Brasil.