Gugu Bueno sobre o pedágio no PR: “assunto mais importante de 2021”

Deputado estadual disse ao Correio do Povo a duplicação das rodovias é indispensável, pois trará, além de segurança, desenvolvimento

Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo do Paraná, o deputado estadual Gugu Bueno (PL) revelou o que espera de resolução na questão envolvendo o pedágio no Paraná. Neste início de ano, audiências públicas estão discutindo em todo o estado o novo modelo que deverá ser instalado durante os próximos 30 anos. O atual método vigora desde 1997 e vence em novembro.

Relevância

Em meio às discussões sobre o que propõe o governo federal para os pedágios, Gugu
declarou que a questão é o “assunto mais importante de 2021”.

De acordo com ele, a classe política, ao tratar do pedágio no Paraná, deve fazê-lo com responsabilidade. “É muito importante, afinal vai tratar do futuro, de três décadas no Paraná. Então, devemos tratar com zero demagogia, zero populismo barato e zero politicagem”.

É necessário?

Para o deputado, o pedágio já se comprovou necessário e o assunto de sua existência está superado. “O que a gente quer é um preço justo, uma tarifa justa e a infraestrutura necessária. Nós, da região Oeste, não podemos abrir mão da duplicação da rodovia de Matelândia a Curitiba, não é? É inadmissível a gente abrir mão disso, da estrutura. Até porque a duplicação proporcionará crescimento para essas regiões”, justifica.

Gugu Bueno pediu transparência na concessão. “Como diz o nosso governador Ratinho Júnior, na bolsa de valores queremos as obras necessárias e a tarifa mais barata possível. É nessa discussão que nós temos concentrado forças para encontrar a melhor modelagem”.

O deputado argumenta que a tarifa justa não se resume tão logo ao valor cobrado aos motoristas. “As rodovias precisam estar totalmente duplicadas, com uma tarifa 60% mais barata do que a atual. Para mim, é o norte, o cerne. É isso que eu não perco de vista em todos os momentos em que estamos discutindo esse pedágio”.

Modelo de outorga

O parlamentar criticou o modelo proposto pelo governo federal. “Olha, essa questão da outorga é um projeto comandado pelo Governo Federal, pelo presidente Bolsonaro, pelo ministro Tarcísio. Eles alegam que a outorga seria para evitar que empresas que não têm condições, não têm suporte necessário para tocar as obras, participem da concessão. Agora, ao que me parece, os estudos estão apontando que isso elevaria o custo da tarifa. Então, evidentemente que eu acho que a gente tem que discutir essa questão. Até pelo que o Paraná sofreu nesses últimos vinte e cinco anos, com todo respeito a todo o Brasil, mas nós temos que pensar no estado do Paraná, até por uma questão de justiça. Temos que, de fato, buscar a melhor tarifa, a menor, garantindo que as obras vão acontecer”.