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Rio Bonito do Iguaçu celebra 32 anos de história e tradição

Ao contrário dos anos anteriores, a programação festiva este ano incluiu eventos organizados por entidades locais, como a Feijoada do JJ, a barraca italiana da Apae, um ato cívico e apresentações de talentos locais

Hoje (19), Rio Bonito do Iguaçu celebra 32 anos de história, uma jornada repleta de conquistas e significados não apenas para os moradores, mas também para as inúmeras famílias que, originárias dali se espalharam por outras regiões. Enquanto os cidadãos esperavam celebrações grandiosas e eventos festivos para comemorar o aniversário da cidade, a única atividade programada é apenas uma missa em ação de graças organizada pela igreja local.
Contrastando com anos anteriores, quando eventos marcantes reuniam cidadãos de toda a região, este ano foram celebrações de menor porte que marcaram o aniversário.
De acordo a divulgação da atual administração, dos eventos que ocorreram no último sábado (16), foram entidades locais que se mobilizaram para oferecer à comunidade, como uma feijoada organizada pela Jornada Jovem, barracas temáticas servidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e pelo projeto Aprender Mais, além de apresentações culturais e artísticas que perduraram a tarde e à noite.
É lamentável o descaso da prefeitura com uma data tão importante para o município. Enquanto muitas cidades utilizam essa ocasião para enaltecer suas conquistas e fortalecer o sentimento de pertencimento, Rio Bonito do Iguaçu parece não explorar plenamente sua história.

A trajetória ao longo dos 32 anos

No princípio, as terras eram vastos sertões cobertos por densas matas, predominantemente de pinheiros. Habitadas por índios, possivelmente da tribo kaingang, que viviam da coleta de recursos naturais, caça e pesca.

Pioneiros
A história relata que os primeiros a desbravar esses sertões foram liderados por José Nogueira do Amaral e seus descendentes, que tomaram posse das terras, inicialmente chamadas de “Sesmaria dos Nogueiras” e mais tarde de Fazenda Laranjeiras. Abriram um caminho que atravessava os sertões de Rio Bonito, conectando o rio Iguaçu à antiga estrada de Foz do Iguaçu.

Crescimento e desenvolvimento
Os Nogueiras venderam parte de suas terras para Horácio Pio, por volta de 1900 a 1910, iniciando o estabelecimento da região. Os primeiros moradores, praticantes da agricultura de subsistência, foram seguidos por outras famílias que se instalaram da mesma forma.
Com o aumento da população por volta de 1948, foi estabelecida a Escola Isolada de Rio Bonito, após anos de ensino particular. A comunidade, inicialmente sem igreja, ergueu a primeira capela em louvor a Santo Antônio, padroeiro local. Em 1951, sob a administração do prefeito de Laranjeiras do Sul, Alcindo Natel de Camargo, Rio Branco foi elevado à categoria de distrito.

Da subsistência à produção comercial
Até 1968, a região era explorada por safristas, que desmatavam para plantar milho e criavam suínos para venda em Ponta Grossa. A partir desse ano, começou o plantio extensivo e a comercialização agrícola, impulsionando a economia local. O aumento da população foi marcado por migrações de famílias, principalmente do Sul do país, ampliando a diversidade étnica da região.

Formação Administrativa
Rio Bonito foi parte do Território Federal do Iguaçu, criado em 1943, no qual Laranjeiras do Sul era a capital. Nessa época, já existia um pequeno povoado, que cresceu com a migração, especialmente de alemães e italianos. Com a Lei n° 19, de 30 de novembro de 1953, tornou-se distrito administrativo de Rio Bonito, sob a jurisdição de Laranjeiras do Sul. Em 1986, foi formado o Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Rio Bonito, que buscava a emancipação política do distrito, finalmente alcançada em 1990 com a Lei Estadual n° 9.222, sancionada pelo Governador Álvaro Fernando Dias e assim, desmembrou-se da grande Laranjeiras. A instalação oficial do município ocorreu em 01 de janeiro de 1993. Rio Bonito do Iguaçu está atualmente na microrregião 18 da Cantuquiriguaçu.

Atualidade
Hoje, de acordo com o último censo do IBGE, o município conta com 13.929 habitantes e com salário médio mensal de 2 salários-mínimos. Com uma área de unidade territorial de 681.406 km², possui uma densidade demográfica de um pouco mais de 18 hab/km² e o índice de desenvolvimento humano do município, é 0,629.
A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total é de 10,57%. Em 2021, o PIB per capita era de R$ 33.349,16. Em relação à saúde a taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 4,95 para mil nascidos vivos. Na parte de urbanização, apresenta 7,9% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 73,9% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 21,1% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio).

Brasão e seus significados

De acordo com a Lei N.º 376/2002 de 11 de junho de 2002, criaram-se o brasão e a bandeira do município.
O Brasão de Armas, foi elaborado pelo Heraldista e Vexilogista, Reynaldo Valascki, e é representado por um escudo de estilo Clássico Português, remetendo às origens coloniais da região. Sua Coroa Mural, composta por oito torres, simboliza a importância do município como sede administrativa. Os sete quartéis do escudo destacam diferentes elementos simbólicos:

  • O primeiro quartel retrata matas verdejantes e uma estrada, representando o compromisso com a ecologia e o reflorestamento, simbolizado pela cor verde.
  • O segundo quartel exibe um mapa do Paraná, um Globo Terrestre, um livro, uma caneta e um tintureiro, simbolizando a educação e a cultura.
    Uma Estátua de Santo Antônio, padroeiro do município, é representada em um escudete no topo do Brasão.
  • Duas linhas sinuosas simbolizam os principais rios que irrigam as terras municipais.
    Na parte inferior esquerda, um colono em um trator representa a importância da agricultura para a região.
  • No quartel inferior direito, um Boi Nelore e a cabeça de um suíno simbolizam a pecuária local.
  • Um triângulo irregular com duas mãos dadas simboliza a união dos povos que habitam o município.
  • Plantas ornamentais, como milho, feijão, fumo, soja, trigo e erva-mate, representam os principais produtos agrícolas do município.
  • Abaixo do Brasão, a Hidrelétrica de Salto Santiago é destacada como uma das fontes de energia do estado e do município.
  • No listel vermelho, estão inscritos o nome do município e as datas de sua criação (19/03/1992) e instalação (01/01/1993).

Bandeira que representa o município

  • As cores da Bandeira são: verde, branco, azul, amarelo, marrom e preto.
  • Possui duas listras verdes exteriores e um listra branca interior, todas com mesma dimensão, as listras verdes simbolizam a vasta área de preservação de floresta nativa e a branca simboliza a paz.
  • No centro há uma esfera formada por quatro triângulos.
  • No primeiro do lado esquerdo existem duas plantas, uma de milho e uma de feijão, que simbolizam as lavouras do município e principal fonte econômica.
  • Do lado direito há uma árvore que simboliza as matas existentes no município.
  • O triângulo superior possui o nome do Município “Rio Bonito do Iguaçu” sobre a cor amarela que simboliza o sol e cinco estrelas também amarelas, das quais quatro são pequenas, simbolizando os quatro distritos administrativos do município: Campo do Bugre, Linha Rosa, Pinhalzinho e Ireno Alves dos Santos, e a maior simboliza a sede.
  • O triângulo inferior simboliza as águas do Alagado e a Usina de Salto Santiago, grande fonte geradora de energia elétrica para o Estado e para o Município.