Atividade física é aliada no tratamento do Parkinson

A caminhada é a número um dos médicos, uma das mais indicadas é a caminhada nórdica

Como todos já sabem, o exercício faz bem à saúde e promove o bem-estar. Mas para o tratamento do Parkinson, a atividade física traz resultados surpreendentes, é indispensável para a maioria dos pacientes.

Estudos científicos mostram que os parkinsonianos que praticam algum exercício regularmente conseguem realizar as atividades normais do dia-a-dia por mais tempo e reduzir a velocidade da progressão dos sintomas como rigidez muscular e falta de flexibilidade. Para que isso aconteça, a atividade escolhida deve agir em três frentes:

•Fortalecer o sistema cardiovascular e respiratório

•Aumentar a flexibilidade

•Fortalecer os músculos

Caminhada

A caminhada é a número um dos médicos, uma das mais indicadas é a caminhada nórdica. Comum em países europeus, surgiu na Finlândia, quando, para não perder o ritmo nos meses mais quentes do ano, os esquiadores passaram a utilizar seus bastões para fazer trilhas nas montanhas. O equipamento, que possui uma luva especial para auxiliar na execução correta dos movimentos, além de ajudar a manter o equilíbrio, reduz o impacto sobre as pernas. Uma atividade de dupla tarefa, a utilização dos bastões traz um incremento da atividade muscular e trabalha tanto os membros inferiores quanto os superiores.

Nadar e andar de bicicleta também são atividades recomendadas. O mais importante, e isso vale para qualquer exercício escolhido, é a constância. O ideal é estar em movimento de quatro a cinco dias por semana, durante 40 minutos.

Por que o exercício é importante no tratamento?

O neurocirurgião Erich Fonoff, professor livre-docente do departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, lista os motivos que explicam porque os exercícios devem ser incluídos na rotina de todos os pacientes:

•Ajuda a reduzir a fadiga e o cansaço crônicos;

•Melhora o desempenho cardiovascular;

•Aumenta o trofismo neuromuscular, ou seja, torna os músculos mais fortes e os neurônios mais bem treinados e rápidos;

•Há indícios de que reduz a progressão da doença de Parkinson;

Exercícios de musculação podem ser feitos no tratamento?

Embora a manutenção da massa muscular seja um aspecto desejado e necessário, principalmente em pessoas mais velhas, exercícios de musculação podem acentuar um dos sintomas mais comuns nos pacientes de Parkinson, a rigidez muscular. Porém, não significa que ela seja proibida. Exercícios com pesos leves podem ser feitos para garantir uma postura correta e um bom equilíbrio. Mas o aumento de carga como meta para ganhar músculos não é recomendado. E, vale lembrar, que antes de começar qualquer atividade física, é importante consultar o médico de confiança.

Ação da atividade física no cérebro dos pacientes Parkinsonianos

Quando pacientes parkinsonianos realizam atividades físicas uma série de alterações metabólicas são induzidas no cérebro, entre elas estão:

•Produção de fatores neurotróficos benéficos, particularmente o fator neurotrófico derivado da glia (Gdnf), que reduz a vulnerabilidade dos neurônios da dopamina a lesões.

•No nível molecular, há aumento do número de receptores de dopamina. Isso significa um sinal de dopamina mais eficiente.

•Produção e reconstrução das sinapses neuronais, melhorando a comunicação entre os neurônios.

•Ativação do córtex pré-frontal com ativação cerebral de áreas relacionadas ao planejamento motor e ao humor.

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